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Eu e o Google

maio 18, 2011

Há algum tempo atrás, meu marido comentou sobre um texto interessante que ele leu na internet falando acerca do uso do Google para os mais variados e diversos fins de pesquisa. De alguma forma alguns computadores aleatórios foram utilizados para pesquisa em relação aos assuntos pesquisados num intervalo de 7 dias e foi possível analisar sequências curiosas de termos de pesquisa, algumas trágicas, como a que ia mais ou menos assim:  “atraso menstrual  – riscos do aborto – o que Deus pensa sobre o aborto – aborto é crime – sintomas de infecção – por que sinto culpa – Deus perdoa o aborto”.

Não conheço a pessoa em questão, mas consigo imaginar o que aconteceu, desde alguns dias antes da primeira pesquisa no Google até os dias seguintes. O que temos pesquisado no Google logicamente revela uma boa parcela de quem somos, quais os nossos interesses, e os resultados que o Google nos dispõe pode igualmente influenciar quem seremos, e assuntos pelos quais nos interessaremos mais para frente.

O que você tem procurado no Google?? O que essa pesquisa encontraria a seu respeito na memória do seu computador? O mundo virtual tem conseguido atrair milhões de pessoas para o engano de que o que aqui acontece não é real. Com isso, é fácil cairmos na armadilha de “googarmos” (neologismo, mas vocês entenderam né?) tudo quanto é assunto, inclusive aqueles dos quais não temos coragem de perguntar a outras pessoas, ou – pior – coragem de mencionar a outras pessoas que aquilo seja de nosso interesse. Mas não nos enganemos – Deus conhece o que jogamos no google, e aquilo que temos vergonha e medo de fazer diante dos homens, devemos ter vergonha de pensar  – e “googar” diante de Deus, que a tudo vê, inclusive o histórico dos nossos termos de busca virtuais.

Além desta forma de uso que considero inadequada do Google, também me vem à mente um outro perigo que este site de buscas oferece, e neste eu me enquadro como ré confessa várias vezes. Fazemos pesquisas lícitas no Google, mas usamos estes resultados como fonte exclusiva de verdade, o que desencadeia em nós falsas esperanças, falsos temores…. explico: desde que engravidei, pelo menos uma vez por semana eu utilizo o Google como ferramenta de pesquisa para algum aspecto relacionado à gravidez. E o número e diversidade de informações que aparecem são imensas.

Quer ver? Faça um teste depois, jogue no Google “como saber se é menino ou menina” e leia apenas a primeira página dos resultados. É impressionante.  Tem o teste da aliança. O cálculo do dia da ovulação. O formato da barriga. O quanto você tolera ou não o suco de laranja. Eu confesso que fui fazendo quase todos, pela diversão mesmo. E sim, todos deram menino. Deu tudo errado.

Outra pesquisa, um pouco menos inocente. Comecei a achar que sentia contrações de treinamento na semana passada. Lá fui eu pro Google investigar o que eram contrações de treinamento. Lendo apenas a primeira página dos resultados, encontrei informações que diziam que é totalmente normal a partir do segundo trimestre da gravidez. Em outros sites, encontrei sinais de alerta dizendo que contrações de Braxton-Hicks (esse é o nome chique delas) só existem depois de 28 semanas. Antes disso é parto prematuro, voa pro hospital. E aí comecei a ficar preocupada…. sem questionar a credibilidade e veracidade de nenhuma das informações que eu havia lido até agora.

Os exemplos não param por aí. Com qualquer coisa, eu me acostumei a pesquisar no google para saber mais a respeito. E sou eu mesma a professora que proíbe meus alunos de entregarem trabalhos científicos baseados em pesquisas feitas no Google, justamente pela autenticidade questionável das informações!!! Sempre os oriento a recorrerem a sites que sejam mais do que um enorme banco de dados – onde tudo é armazenado, sem critério – , mas que pesquisem em BASES DE DADOS – nas quais as revistas científicas ali contidas são confiáveis e, portanto, as informações também.

Mas eu me pego constantemente fazendo isso na minha vida cotidiana, e essa semana percebi o grande perigo disso. Quando me pego a meditar mais uma vez em um de meus versículos preferidos, Filipenses 4:8, que diz:

“Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, que seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.

…. começo a perceber que ele também se aplica ao uso que faço de sites de busca como o google. A informação que eu busco é respeitável, é pura, amável e de boa fama??? Não posso me enganar… o que eu digito ali na barrinha de pesquisa é o que meu coração está buscando.

E mais… a informação que eu busco e encontro é confiável? É verdadeira? Se sim, ótimo. Que sejam essas coisas que ocupem minha barra de pesquisa. Caso contrário, também não posso me enganar… pensar no que é verdadeiro também implica em saber onde achar respostas às minhas inquietações para problemas como a tosse que não passa do meu filho, o que fazer quando a geladeira quebra, como saber o sexo do bebê, e o que fazer quando minha filha não quer comer toda a papinha.  Que Deus me dê sabedoria para procurar e ter o discernimento de filtrar as informações que são realmente confiáveis, para que eu pense no que é verdadeiro e aja de acordo!

Beijos e um bom e consciente uso do Google a todas!

Naná…

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