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Trinta e uma semanas da Ester!

julho 20, 2011

Oi pessoal!

Gostaria muito de saber para onde foram os últimos meses… como tem passado rápido! Todo mundo fala, parece até clichê, mas é bem verdade: a gestação da Ester tá voando. Ainda ontem eu estava madrugando no laboratório colhendo sangue pra depois ficar olhando se saía o resultado de 10 em 10 minutos na internet… e agora já sei que é uma menina, é a Ester, que já tem roupinhas lavadas e passadas e tantas outras na fila para lavar e passar!

Tem sido tudo bem gostoso. Tenho aprendido horrores. Em todos os sentidos! Aprendi (de novo) a contar a gestação em semanas e o que acontece em cada uma delas, aprendi sobre todas as crenças possíveis para descobrir o sexo do bebê, aprendi a dormir de lado!!!, aprendi que sono de grávida é sempre uma aventura (cada sonho sinistro!!!!),  que barriga de grávida vira pública (todo mundo sempre se sente íntimo o suficiente para por a mão, é incrível), aprendi a ter paciência para que os enjoos e o sono incontrolável do primeiro trimestre vão embora, aprendi que esses enjoos não vão embora necessariamente  ao término das 12 semanas (aqui foram 15, com recaídas ocasionais até a 24), e que o picolé de limão e a água gelada são os meus melhores amigos nessa época… aprendi também que uma grávida NUNCA, mas NUNCA deve escovar os dentes em jejum (NUNCAAAAA!!!!!), e que é universal o fato de que depois da gravidez ninguém mais te cumprimenta olhando diretamente para os seus olhos – com exceção do seu marido e algumas vezes dos seus pais – você realmente se resume a uma barriga. Faz parte. Com isso, como você é só barriga, torna-se altamente natural as pessoas acompanharem à risca o seu ganho de peso, perguntando toda vez que te encontram quanto foi que você engordou até agora e te medindo de cima a baixo para ver se você já inchou. Eu falo, a grávida repentinamente é vista como alguém íntimo de todos, que não tem segredos e cuja vida e o peso são um livro aberto. Outro dia uma colega da pós me perguntou se eu lembrava o dia e como a Ester foi concebida. E uma aluna da pós no primeiro dia de aula me perguntou se eu estava com prisão de ventre. Sério, tem que responder isso mesmo????? Também aprendi que os sintomas desconfortáveis da grávida são motivo de alegria pra torcida. Você tá enjoada? HAHAHAHAHA!  Mas de vomitar e tudo? AAAAAAAAHAHAHAHAHA!! Mas faz parte. Na medida do que me é possível (afinal, meu humor osciiiiiila…), levo tudo numa boa, sabendo que é tudo por uma nobre, boa e excelente causa.

Também aprendi rapidinho que ser mãe significa muito mais que ter filhos. Não me acho expert no assunto e muito menos farei uma descrição aqui do que é ser mãe, porque agora é que estou aprendendo e vou aprender mesmo, mas isso eu já saquei. Com semanas de gestação, a Ester já me fez ( a mim e ao Luiz, claro) ter que tomar grandes decisões por ela. Alguém a mais na família muda tudo, e alguém a mais na família que depende (humanamente) integralmente de você para proteger e preservar a sua vidinha, muda tudo mais ainda. Aprendi que ser mãe grávida não é só levar a vida enquanto a barriga cresce. Não é só comprar roupinhas e pensar no tema do quartinho. Mãe grávida tem que comer coisa que não gosta para que o bebê cresça saudável. Mãe grávida tem que dormir direito para que o bebê cresça saudável. Tem que decidir coisas que jamais imaginou ter que decidir na vida. Tem que abrir mão de coisas “legitimamente suas”  – seus jeans, por exemplo, dentre muitas outras coisas. Mãe grávida tem que pensar “nos outros” antes de pensar nela mesma. Até aí, é o que manda o cristianismo. Mas isso, quando “o outro” está dentro da barriga, é uma experiência formidável. Um desafio dos maiores. Uma tarefa que me faz lembrar constantemente e com gratidão de que isso já foi feito por mim duas vezes… e que agora tenho o privilégio de passar isso pra frente.

Digo duas vezes porque meus pais o fizeram. Fui a terceira da prole, a única menina da casa, a notícia da gravidez chegou inesperadamente e eu cheguei 4 semanas antes do previsto. Resumindo, cheguei causando. Hoje sei um pouquinhozinho do que eu causei. Daqui a algumas semanas vou entender um pouco melhor. No entanto, sei bastante de como eu fui criada, e a base disso foi amor sacrificial. Meus pais me colocaram (e a meus irmãos) antes deles. E minha gratidão só aumenta!

E além dos meus pais, bem antes disso Alguém fez isso por mim. Amor sacrificial… em quem mais posso pensar? Ter uma filhotinha na barriga mexendo alucinadamente já me fez pensar no tamanho do amor de um pai para filho. Dar a vida do único Filho em favor de uma humanidade rebelde… é coisa que só Deus faria mesmo. E Ele fez. Por mim… Amor sacrificial. Colocou cada um de nós à frente de Seu Filho e nos deu a chance de termos a salvação. Minha gratidão e adoração só aumentam!!

Resumindo, definitivamente a gravidez mexe com tudo. E tenho certeza de que Deus já tem usado a Ester para me sacudir  e me fazer acordar para muita coisa. Louvo a Deus por isso… e louvo a Deus pela Ester!

Beijos a todas,

Naná…

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3 Comentários leave one →
  1. Fernanda permalink
    julho 20, 2011 9:41 pm

    Ahhh!!!! Eu estava com saudades!!!! Fico tao feliz por ver voce crescendo tanto!!! (nao to falando da barriga, hein?! rsrsrsrs) Deus eh tao perfeito e tao gracioso! Nos ensina mesmo a cada dia dessa grande aventura de ser mae! Orando por voces 3!!! Beijos.

  2. julho 20, 2011 10:07 pm

    Oi Naná, que lindo… isso tudo vai continuar, pelo que dizem, sempre… Bjinhos Fran

  3. Dayane Dumiense permalink
    agosto 1, 2011 4:14 pm

    Alegre, pelo momento.
    Que vcs possam sentir a cada instante o cuidado de Deus!
    Grande Abraço!

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