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Eu desejo mesmo a terra de leite e mel?

setembro 1, 2011

Oi pessoal!! Estou sumidinha, e nem é por falta de tempo, acho que é mais falta de cabeça mesmo hehehe… essas últimas semanas tem sido bem tranquilas, graças a Deus, estou aqui praticamente de molho, com quase tudo pronto (é, falta a minha malinha, não me usem como exemplo! Mas a da Ester tá pronta hheheh), literalmente só esperando. É bem verdade que nas últimas semanas da gravidez as coisas vão assim digamos que “perdendo um pouco da magia”, com o barrigão pesado eu acabo acordando só pra ter que mudar de posição, levantar do sofá é um desafio que só consigo a quatro mãos (marido, abençoado marido), lavar louça é exercer alongamento nos braços porque eu agora encosto na pia com a maior facilidade, e descobri que grávida é babona: sujo a blusa quase todo dia, e acho que é um mix de falta de coordenação com o fato de que agora a comida não cai direto na cadeira, porque ela encontra uma barriga antes e para por ali mesmo. Sério, é incrível. Minha barriga continua pública, domingo visitamos uma igreja pela primeira vez em São Paulo e a senhorinha de boas intenções da recepção conversou com a gente fazendo carinho na Ester o tempo todo. Uma coisa de louco. Também aumentou significativamente o número de pessoas que agora compartilham suas quase sempre apoteóticas histórias de parto. Ou suas, ou de pessoas próximas. A bolsa estourou no shopping, a bolsa estourou na cara do médico, as contrações quase mataram, a criança já tava metade pra fora quando chegou na maternidade, o bebê ia sair pelo umbigo, o cordão umbilical deu um nó no braço da criança, o bebê nasceu com dente, o médico estava numa festa e apareceu de smoking e todo “alegre” no hospital, enfim, por aí vai. No começo dessa semana li sobre algumas mulheres que juram que ouviram um POP na hora que a bolsa estourou. Desde então tenho pesadelos com o POP, se eu ouvir esse POP acho que chego desmaiada de aflição no hospital. Mas, fora isso, é claro que estamos curtindo muito e super na expectativa para ver a filhinha ao vivo, certos e confiantes de que tudo vai acontecer do jeitinho que Ele planejou e que ela é exatamente aquela que Deus escolheu e criou para nós! E é claro que assim que ela nascer, não serei diferente, e passarei adiante a minha história de parto pra todo mundo. Só espero que ela seja assim, digamos… um pouquinho menos teatral.

Bom, mas como eu dizia, domingo visitamos uma igreja aqui em São Paulo, e que bênção que foi a pregação na minha vida. Parecia endereçada mesmo pra mim. A essência dela estava na Terra Prometida, e no real significado e importância dela. Não queria guardá-la só pra mim.

O pastor começou sua pregação com a ideia central da mensagem dele: “A importância maior da Terra Prometida é que ela é um lugar no qual o povo viveria sob total e completa dependência de Deus”. Achei interessante, e  confesso que na verdade até um pouco óbvio no começo, quando eu ainda não sabia onde ele ia chegar. Mas depois, ele nos levou a entender um pouco sobre a geografia daquela região, e tudo fez novo sentido para mim. O texto base foi esse em Deuteronômio, vale a pena ler para entender:

Obedeçam, portanto, a toda a lei que hoje lhes estou dando, para que tenham forças para invadir e conquistar a terra para onde estão indo, e para que vivam muito tempo na terra que o Senhor jurou dar aos seus antepassados e aos descendentes deles, terra onde manam leite e mel. A terra da qual vocês vão tomar posse não é como a terra do Egito, de onde vocês vieram e onde plantavam as sementes e tinham que fazer a irrigação a pé, como numa horta. Mas a terra em que vocês, atravessando o Jordão, vão entrar para dela tomar posse, é terra de montes e vales, que bebe chuva do céu. É uma terra da qual o Senhor, o seu Deus, cuida; os olhos do Senhor, do seu Deus, estão continuamente sobre ela, do início ao fim do ano. Portanto, se vocês obedecerem fielmente aos mandamentos que hoje lhes dou, amando o Senhor, o seu Deus, e servindo-o de todo o coração e de toda a alma, então, no devido tempo, enviarei chuva sobre a sua terra, chuva de outono e de primavera, para que vocês recolham o seu cereal, e tenham vinho novo e azeite. Ela dará pasto nos campos para os seus rebanhos, e quanto a vocês, terão o que comer e ficarão satisfeitos. Por isso, tenham cuidado para não serem enganados e levados a desviar-se para adorar outros deuses e a prostrar-se perante eles. Caso contrário, a ira do Senhor se acenderá contra vocês e ele fechará o céu para que não chova e para que a terra nada produza e assim vocês logo desaparecerão da boa terra que o Senhor lhes está dando. (Deut. 11: 8-17, ênfase minha)

Quando lemos sobre a Terra Prometida na Bíblia, e lemos que ela é a “terra de leite e mel”, somos levados a criar uma imagem dela em nossa mente. Na minha cabeça, terra de leite e mel é uma terra de abundância, cabritinhos correndo pelos verdes campos, abelhas felizes produzindo mel a partir das inesgotáveis flores do local, enfim… penso em fartura. Penso numa terra maravilhosa, em que tudo que se planta dá certo, tudo que se faz funciona, um sonho.

Mas não é nada disso! Geograficamente, a terra prometida está no meio do deserto. Nada por ali floresce ou cresce sem um avançado sistema de irrigação. Nos dias atuais, comprar um terreno por ali seria “a maior roubada”. Bem diferente do Egito, ah, o Egito… às margens do Nilo, ali tudo floresce, tem pepino, melão, cebola da horta, tudo fresquinho, tudo lindo. E Deus contrasta justamente a Terra Prometida com o Egito, olha lá de novo!

Isso chamou demais a minha atenção. Quando Deus fala da Terra Prometida, Ele não fala de um lugar maravilhoso em que tudo dá certo. Não não. Ele fala de um lugar em que ELE é o único recurso. No Egito, é tão comum a colheita e a abundância que eu corro o risco de achar que é mérito meu, ou da terra. Na Terra Prometida,  tenho certeza: dependo exclusivamente de Deus, e é ELE quem provê. E uma vida de obediência e dependência dELE gerará todos os recursos para que eu viva com tudo o que preciso.

Que mudança maravilhosa de perspectiva. Mas que puxão de orelha também. Preciso ser honesta:  normalmente eu não gosto de estar numa posição em que eu  não consigo ver NENHUM outro recurso, NENHUMA solução que não seja depender de Deus. Confesso, muitas vezes prefiro ter alguma coisa “palpável” que me dê segurança. Assim como o povo de Israel, prefiro o Egito e não dá pra entender como é que me tiram de uma “terra que tem tudo” para uma que… ué… é aqui a Terra Prometida??? Com isso, perco muita coisa. Perco a maravilhosa promessa de que DEUS me sustenta, DEUS me alimenta, DEUS é suficiente e, com Ele, leite e mel fluem em abundância em meio a uma terra seca, porque é ELE quem manda o alimento. Fica claro que nossa dependência é totalmente dEle. E é isso que Ele quer. Que aprendamos a DEPENDER dEle, porque ELE é suficiente.

Fica fácil ler a Bíblia e achar que o povo de Israel é doido por preferir voltar para o Egito. Mas, nessa nova perspectiva, vejo que talvez eu não seja tão diferente assim… graças a Deus por Sua Palavra viva e tão, tão ATUAL. Minha oração é que Deus me ensine a preferir a dependência dEle na Terra Prometida do que a aparente e enganosa abundância e vida próspera do Egito.

Beijos,

Naná

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4 Comentários leave one →
  1. Lisa permalink
    setembro 1, 2011 7:31 pm

    Naná ameiiiiii bjosss Lisa
    só esperando Ele enviar a Ester!!!!

  2. Neia permalink
    setembro 1, 2011 8:36 pm

    Que Deus abençoe vcs !!!

  3. Fernanda permalink
    setembro 1, 2011 9:02 pm

    Nana!!! Obrigada por compartilhar essa mensagem! Me fez pensar bastante aqui tambem! Deus continue te usando viu?! Orando aqui por voces! Beijos.

  4. Ana permalink
    setembro 2, 2011 11:53 pm

    Adorei a pregação! E para seu alívio, quando minha bolsa estourou não senti nenhum POP…pelo contrário, fiquei bem na dúvida se tinha estourado mesmo ou não…bjs

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