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Festerê: Chá de bebê da Ester

janeiro 18, 2013

Oi pessoal! Como eu disse há um tempo atrás, quero ver se começo a escrever um pouco sobre as festas e eventos que eventualmente organizo ou participo. Comecei falando sobre o primeiro aniversário da Ester, mas hoje quero falar do chá de bebê dela. Adoro festa, então falar delas pra mim é sempre divertido. Espero que esses posts sirvam de dicas para quem de alguma forma vem parar aqui em busca de inspiração, ideias e afins.

Bom… vamos ao assunto. A Ester nasceu em setembro, e achamos que julho seria um bom momento para fazer o chá (7 meses e meio de gestação), pois eu ainda teria condições mentais e físicas de ajudar em alguma coisa, e humanamente falando as chances de algo acontecer que antecipasse o parto seriam pequenas nessa época. Fizemos no dia 23 de julho de 2011, foi uma tarde fria e gostosa, e o chá foi oferecido na casa da minha mãe, em Atibaia. Eu sou particularmente fã de festas em casa, e acho que os chás de bebê, de cozinha, de sei lá o que, ficam bem aconchegantes feitos num ambiente caseiro e confortável para todos. Não quis um evento grande, então foi um chá para 35 mulheres, e eu curti demais a presença de cada uma delas.

O tema: bom, o tema sempre ajuda, direciona, você consegue dar “cara” pras coisas com um pouco mais de facilidade. Eu tenho um problema seríssimo com temas de chás de bebê. Não consigo de jeito nenhum me imaginar num chá de bebê meu em que parece que o bebê sou eu:  bolos de fralda, bichinhos de pelúcia espalhados, sucos de fruta em mamadeiras e todo o resto do kit. Não me critique nem me odeie se você gosta, é só uma questão de estilo… e eu não gosto, não acho que faz o meu perfil. Admito que dei muito trabalho para a minha mãe, que praticamente encabeçou a decoração, com seus multifacetados talentos artesanais. Eu queria algo meigo, singelo, que remetesse a um bebê, mas que não me tornasse um. Então, partimos para a mesma linha que guiou a decoração do enxoval dela: passarinhos e flores. E as cores foram rosa (claro, pra mim não pode faltar rosa), marrom e pra quebrar um pouquinho, uns tons de verde aqui e ali. E uma mulher grávida enfeitou o espelho também, de um jeito bem moderninho, do jeito que eu gosto!

A decoração foi feita pela minha mãe, que viu em um site de trabalhos manuais uma técnica para fazer flores lindíssimas de papel de seda… então tinha flores grandes e pequenas coloridíssimas e bem do meu gosto espalhadas pela sala onde foi a reunião e na sala de jantar, onde foi servido o chá. Gostei bastante, é bem simples de fazer (foi o que ela me disse) e o resultado é bem delicado e modernoso ao mesmo tempo!

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Os convites foram feitos pela minha mãe, com técnicas de scrapbook, e tinham uma mãe passarinho alimentando um bebê passarinho no ninho. Nenhum convite era igual ao outro, e acho até que ninguém mais sabia disso, mas como eu sabia achei isso muito legal. Em relação aos presentes, tem gente que acha um horror escrever no convitinho o que levar, mas eu particularmente acho que tudo bem para eventos desse tipo, e pedi fraldas para praticamente todo mundo, dei uma variada nos tamanhos apenas, mas a maioria foi fralda M. Eu gosto muito de chás de fralda, porque você já sabe na lata o que tem que dar. Mas tenho alguns problemas em relação a dar detalhes demais, por exemplo “01 pacote de fralda M Huggies Vermelha”… porque sabemos que os bolsos são diferentes, e se a gente pede Pampers pra todo mundo, pode ter gente constrangida porque não pode pagar 35-40 reais em cada chá de fralda que for, e se você também é de igreja, sabe que são em média noventa milhões por ano!!! Então eu acho que pedir fralda é legal, mas a marca já é um pouco too much.

A parte da reuniãozinha pré-comes e bebes foi organizada pelas minhas amigas de infância e adolescência, que também organizaram a programação do meu chá de cozinha e com quem fiz a minha despedida de solteira. Chamamos o nosso grupo de Jocas (não vou falar o que significa porque vocês talvez achem esquisito, eu teria que explicar todo o contexto e tal), e elas assumiram essa parte sem que eu tivesse conhecimento de nada. É um risco, mas eu estava tranquila porque confio nelas rsrs… ah, eu só tinha um pedido! Ou melhor, dois: queria que minha mãe trouxesse uma meditação baseada na Bíblia para esse momento, e queria cantar duas músicas que muito significaram para mim durante toda a gestação: Nas Estrelas e No controle Tu estás. Pedidos atendidos, fiquei muito feliz!

A essência da mensagem da minha mãe para mim foi: crie os seus filhos no temor do Senhor, na certeza de que isso é realmente a única coisa que importa quando o assunto é a criação e educação dos filhos. Ela não disse isso no dia, mas hoje eu já entendo um pouco o que isso quer dizer, já que quando os filhos nascem somos bombardeadas com métodos para isso, métodos para aquilo, dicas infalíveis disso e daquilo e a tendência da gente descabelar e achar que não vai dar conta é enorme… agora eu volto pra mensagem dela e penso, puxa, o que importa não é isso, é outra coisa. Ela usou várias passagens bíblicas, e confesso que acabei de ligar pra ela para lembrar de algumas porque não sei onde foram parar minhas anotações (blé…), mas uma que logo que ela começou a falar eu lembrei foi:

“Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade”

(3 João 4).

De fato, a maior das alegrias! Criar e educar os filhos no temor do Senhor é o que importa! Como disse alguém, é bem simples… não é fácil, mas é simples. Portanto, descomplique e ocupe-se com o que realmente Deus se importa, pois só isso já será trabalho suficiente.

Um outro conselho dela, e que muito me emocionou, foi: melhorar o que ela fez de bom no papel dela como mãe, e consertar onde ela errou. Afe… Foram palavras muito importantes para mim, e vindas de alguém a quem espelho como mãe, tenho muito trabalho pela frente! Gostei demais e de novo, achei muito especial que alguém trouxesse uma palavra de encorajamento e desafio num dia como esse. E quando esse alguém é a sua própria mãe, melhor ainda! Valeu, mãe!

As meninas fizeram duas brincadeiras para entreter e quebrar o gelo entre as convidadas, e como faltam boas ideias ultimamente sobre o assunto, vou descrevê-las aqui, porque eu gostei:

– Na primeira, uma amiga enfermeira fez um mini-teste com perguntas de múltipla escolha sobre a saúde do bebê. Eram 10 perguntas, e todas as convidadas anotavam suas respostas numa folha de papel ( e eu também, claro). No final do teste, eu falava as minhas respostas e via se tinha acertado ou não. Quem tirasse as maiores notas ganhava um presentinho… eu ganhei presente e fiquei me achando, porque gabaritei esse teste e fiquei toda segura achando que quando a Ester nascesse eu não teria nenhuma dúvida quanto à saúde dela… aaaaaahahaha… doce ilusão.

– Na segunda, as meninas pegaram algumas imagens de objetos “tecnológicos” que hoje estão disponíveis quando o assunto é cuidado de bebê. Alguns bem esquisitos, outros que só de olhar a gente tentava adivinhar para que serviam… e a brincadeira era escrever o que você achava que era. Essa foi bem divertida de ouvir as respostas da mulherada de maneira geral, porque tinha a imagem de um aquecedor de lenço umedecido que muita gente escreveu que era toca-fitas hahahaha… foi engraçado. Eu gostei das duas brincadeiras, achei as duas bem inteligentes e deram uma boa descontraída em todo mundo. Como eu já disse, sou um pouco chata e ficaria meio “assim” se a brincadeira fosse me pintar de bebê ou passar batom na minha barriga e todas essas outras que eu acho um tanto quanto… enfim. Não gosto. Rsrs

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Ao final da programação, que foi curta (uns 40 minutos com tudo, no máximo), uma surpresa legal: as meninas pediram para os homens da família deixarem um recadinho, como eles não poderiam estar presentes… e eles fizeram isso em forma de vídeo: o Luiz, meu pai, meu sogro, e meus irmãos, todos deixaram uma mensagem e ela foi mostrada no final. Foi legal, uma boa lembrança!

Ao final da programação, comes e bebes! Como era uma tarde fria e geladinha de julho, quando montamos o cardápio apostamos numa proposta bem de chá de cinco mesmo, então tivemos:

  • Bebidas: água, refrigerantes, sucos e chá quentinho de frutas. Vi numa revista a ideia fofíssima de adoçar o chá com bolas de algodão doce, comprei toda animada, mas acho que tem que abrir o pacote na hora, porque infelizmente o algodão doce derreteu todo e ficou uma pasta esquisita que nem chegou à mesa. De qualquer forma, se tivesse dado certo ficaria uma fofura!
  • Salgados: creminho de aspargos servido quentinho na xícara, acompanhando de um palitinho de pretzel salgado (combinou muito com o friozinho!!), sanduichinhos de peito de peru e queijo embrulhadinhos no papel alumínio e esquentados no forno,  sanduichinhos de caprese no pão francês, torta de calabresa, torta de frango.
  • Doces:  brigadeiros gourmet da minha grande amiga Lorely, nos sabores de bicho de pé ( o rosa) e capim santo ( o verde), ficaram lindos na decoração e estavam assim de comer nas nuvens;  cookies de aveia com chips de chocolate e nozes; bolo tradicional de nozes, coberto com marshmallow rosa e decorado com um passarinho em cima de um poste (mais uma arte da mamãe, tanto o bolo quanto a decoração); e os meus xodozinhos foram os cupcakes. Pegamos a ideia com a  Martha Stewart, que tem o tema passarinho, e fizemos a massa de bolo formigueiro, uma caldinha de brigadeiro por cima, coco ralado queimado para simular o ninho, e fofíssimos passarinhos de pasta americana! Gostei demais do resultado, e fiquei toda toda porque eu ajudei a fazer…

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Como lembrancinha, desde sempre eu sonhava em fazer um evento com brigadeiro de colher como lembrança, e tive a minha chance! Hehe, fizemos em casa mesmo, comprei os vidrinhos pela internet, já vinha com a colherinha de inox junto, aí foi só fazer a massa (receita tradicional, mas eu segui a dica da Maria Brigadeiro e inseri meia lata de leite para cada duas latas de leite condensado, para ficar mais cremoso. No começo fiquei desesperada achando que nunca ia dar o ponto, mas quando deu ficou bem gostoso e cremoso, aprovei e agora só faço brigadeiro de colher ou para calda/recheio assim… fora que, entre nós, rende mais e fica mais baratinho hihi), colocar nos potinhos e arrematar com um fofo e meigo passarinho na tampa, também feito pela mamãe com suas super tecnológicas máquinas de scrapbook.

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Enfim, esse foi o evento. Para mim, foi mais do que delicioso. Celebrar a chegada de um bebê é sempre especial, e poder fazê-lo na companhia de pessoas tão queridas torna tudo ainda mais gostoso. Uma festa gostosa, intimista, meiga e descontraída que vou guardar como uma das boas e inesquecíveis recordações da vida!

Eu amo festas! E, caso você ainda não desconfie, imagine se já não estou pensando no chá do bebê 2…

Beijos a todas,

Naná

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2 Comentários leave one →
  1. Ira permalink
    janeiro 18, 2013 4:38 pm

    VOCÊ É INCRÍIIVEL!!!
    Só tenho uma reclamação a fazer: – Escreve muito pouco! rsrsrs…
    Abração, Naná! 🙂

  2. Débora permalink
    janeiro 18, 2013 11:19 pm

    Ai, que legal seu relato!!
    Pelo visto deve ter ficado tudo lindo! [Ahahaha!!! Eu já ia perguntar pelas fotos!]
    Achei lindo esse momento da sua mãe deixar uma mensagem pra você!!
    Eu também sou da mesma opinião que você. Acho que grávida deveria ser bem tratada no chá de bebê e não pagar nenhum mico.
    Como eu não queria pagar mico, eu mesma organizei o meu, aos 8 meses de gravidez e sim, fiquei mais do que cansada, mas valeu a pena. Paguei uma moça pra fazer uma decoração bem simples, com poucos balões e também fiz uns varais com as roupinhas do enxoval. Começamos com louvor (2 canções), leitura de um salmo, e oração com a bênção do meu pai com as mãos dele e do meu esposo sobre a minha barriga. [Na minha família, os homens participam de todas as festas]. Nas brincadeiras, presenteei quem ganhava e acertava as respostas. Fiz um “baby-bingo” com os nomes dos presentinhos, caça-palavras e jogo de perguntas e respostas com vocabulário sobre bebês e maternidade. Os convidados amaram e acharam bem inusitado! Também passei um vídeo musical bem curtinho com uma retrospectiva da nossa história de amor, com fotos desde o noivado até a gravidez.
    Conheci seu blog em dezembro e comentei um post antigo. Você leu?
    Abraço.
    Débora.

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