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Presa fora do elevador

fevereiro 1, 2013

Oi pessoal!

 

Ontem à tarde, passei por uma situação um tanto quanto inusitada. Enquanto muitas pessoas geralmente ficam presas no elevador, eu fiquei presa fora dele. E com a minha filha!

Explico: o elevador do prédio onde moramos atualmente tem um sistema de segurança nos elevadores, e o mesmo não estava funcionando há algum tempo. Só que veio gente consertar e ele voltou a funcionar… menos o meu andar. E eu não sabia. Fui até a garagem com a Ester para entregar umas coisas para o meu pai, e ficamos meio minuto (no máximo) lá embaixo. O tempo dele pegar as coisas e – claro- dar uns milhares de beijos na netinha. Quando fui subir… não consegui subir.

O elevador não reconhecia o meu andar quando eu apertava o número, e simplesmente não me obedecia. Depois de três tentativas, fechou a porta comigo e a Ester lá dentro. Tentei de novo, e ele me mandou para o térreo. Saí do elevador social e fui tentar subir pelo de serviço. Cheguei no apartamento, mas a porta de serviço estava trancada.

Resumindo, o elevador me deixou para fora de casa! Como você pode imaginar, já que eu desci só meio minuto, não desci com as chaves para abrir a porta da área de serviço. Também não estava com as chaves do carro para dar uma volta. Nem celular. Nem um trocadinho pra tomar um sorvete. Aliás, nem tênis. Desci de pantufas constrangedoras. E estava presa no térreo, sem ter como subir. Marido trabalhando. Meu pai já estava longe, apressado para sair da zona do rodízio. E eu do lado de fora, com a minha filha, o IPTU na mão… e as pantufas constrangedoras.

Na hora, me deu um misto de sensações. A situação era bizarra, e eu daria muita risada se não fosse comigo. Mas eu comecei a ficar indignada. Eu não tenho como subir! Quem consertou esse troço?? Estou com minha filha bebê aqui embaixo!! E as minhas pantufas nunca saíram de casa! Que perda de tempo! Enquanto isso, pessoas subiam e desciam dos seus andares felizes e contentes, e me acenavam felizes quando me viam no hall. Que raiva! Que ódio! Que…

De repente, olhei para a minha filha, de 01 ano e 4 meses. E ela… ah… ela estava feliz da vida. Corria (também de pantufas, mas mais bonitinhas) para um lado e outro, vibrava de emoção toda vez que o elevador abria. Falava oi para todo mundo que passava. Conheceu o “au au” do zelador e estava animadíssima vendo o cachorro correndo do lado de fora. A única vez que ela chorou foi quando eu me afastei dela para conversar com o zelador e pedir para ele ligar na assistência técnica do elevador.

Aí… me senti o menor dos seres. Presenciei um exemplozinho fofo e vivo de alguém que não estava nem aí para as circunstâncias e que poderia esperar alegremente e fazendo o que ela sempre faz (brincar) enquanto o contratempo não se resolvia. Presenciei alguém que só ficou preocupada quando eu saí de perto… enquanto eu estava lá, que diferença fazia o elevador pra ela? A mamãe tá aqui, ainda não entendi porque a gente não subiu pra casa, mas a mamãe dá um jeito nisso… eu quero é brincar!

Pois é. Eu precisava ser mais como a minha filha. Deus me diz todos os dias que eu não devo olhar para as circunstâncias, e que posso esperar alegremente e fazendo o que eu sempre faço enquanto os contratempos que eu vivencio são controlados e resolvidos por Ele. Ah… que diferença faria nos meus dias se eu fosse mais como a Ester! Que diferença faria se eu só tivesse motivos para me preocupar se o meu Pai se afastasse… não me preocuparia jamais, porque ELE não muda, e não me deixa jamais!

Quase que instantaneamente, perdi perdão a Deus pela minha impaciência, egoísmo e orgulho de exigir a situação resolvida imediatamente. E Ele, em Sua bondade e misericórdia, acalmou meu coração. Ficamos uma hora e meia lá embaixo até que a situação se resolvesse. E eu percebi que essa uma hora e meia não seria abreviada se eu tivesse ficado brava e irritada… esses sentimentos só me fariam passar pela situação de forma pesada e, porque não dizer na lata, pecaminosa.

Obrigada, filha, pelo puxão de orelha! Te devo essa… e obrigada, Pai, por usar uma fofinha de 75cm para me ensinar lições para a vida! Bobinha eu, que pensava que um filho era para os pais ensinarem tudo… quando na verdade o filho vem para Deus nos ajudar a aprender tudo o o que ainda não sabemos!

“Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas.” (Marcos 10:14b)

Um excelente final de semana a todos!

Naná

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2 Comentários leave one →
  1. Flavia permalink
    fevereiro 1, 2013 7:03 pm

    Amei!!!!! Pura verdade

  2. Vania permalink
    fevereiro 1, 2013 8:32 pm

    Seus comentários e seus insights com as situações do dia a dia são excelentes… Toda hora é hora de aprender um pouco mais a se comportar como filha de um Pai tão perfeito! Adorei o post.
    Ah, e já passei por uma dessas, um pouco mais estressante. O elevador que eu estava parou num andar qualquer, abriu a porta e travou, não saia mais do lugar nem a pau. 1 por andar. O morador não estava em casa. Fiquei presa no hall dele de 2×1,5 com o Rone o Gui e uma amiga das 23:30 á 1:00 da manhã…Imagine o sono da criança… e dos pais… Stress…. Mas depois do post de hoje vou pedir perdão atrasado…
    BEijos e até a
    manhã!

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