Skip to content

Por um fim às guerras maternas!

fevereiro 9, 2015

Eis um tema que há tempos venho querendo abordar por aqui, e que muitas mulheres já me pediram para abordar. Se você é mãe, já foi vítima delas – ou a vilã, mesmo sem a intenção. As guerras maternas, popularmente chamadas em inglês de “mommy wars”, não são tão recentes quanto costumamos pensar, mas com a facilidade de acesso à informação e graças também às mídias sociais, atualmente são muito, muito comuns.

Fazendo uma breve pesquisa, descobri que o termo “mommy wars” surgiu no final da década de 70, quando as “mulheres que não trabalham” (se é que existe alguma) começaram a criticar as “mulheres que trabalham” – e vice-versa. Cada uma com seus muitos argumentos e posições, começou-se a guerra, a princípio sutil, mas depois escancarada, sobre qual o jeito certo de ser mulher, de ser esposa, de ser mãe.

Esse assunto continua quente até hoje no campo de batalha, mas agora existem outros motivos para confusão, veja se reconhece algum:

– Parto: normal ou cesárea?

– Parto normal: com ou sem anestesia?

– Amamentação: essencial ou não?

– Mamadeiras e chupetas: sim ou não?

– Dorme comigo ou no berço?

– Doces: qual a idade certa?

– Papinha industrializada: sim ou não?

– Se a mãe não trabalha fora: colocar na escola com qual idade?

– Se trabalha: escola ou babá?

– Viajar/sair sem as crianças: necessário?

Enfim… a lista é longa, beeem longa. Em parquinhos, salas de espera, salas de amamentação, berçários ou pátios da igreja, em uma reunião entre amigas, e principalmente…. no facebook, um universo de mães parece querer defender sua posição com unhas e dentes. Não seria errado – se não fosse MUITO perigoso. Todas elas dão pano pra manga no universo materno, principalmente em terrenos como estes acima, em que não existe –E NÃO EXISTE, MÃES!! – uma resposta certa para todas e para todas as ocasiões, corremos um risco enorme de cair num “quê” de arrogância, de “minha opinião é a certa”, “eu sou a dona da razão”………. “eu sou mais mãe do que você”.

De alguma forma, somos ou já fomos todas influenciadas por isso. Infelizmente, ao invés de agirmos como encorajadoras umas das outras, ou recebermos encorajamento de pessoas à frente na jornada,  ou de aconselharmos/sermos aconselhadas com sabedoria e mansidão, com frequência somos “espancadas” com comentários arrogantes, cheios de orgulho, que mais colocam pra baixo e desanimam do que qualquer outra coisa.

Gostaria de investir alguns posts falando sobre isso, com base não só em algumas observações e lições que tenho tirado na minha vida de mãe, mas me amparando em boas leituras que fiz sobre o assunto, dentre elas alguns capítulos do livro Mom Enough, que já indiquei aqui, e de alguns ótimos blogs que acompanho.

Já adianto, não é minha intenção defender que não existem absolutos na maternidade, pois eles existem sim! Mas adianto que é possível ser uma péssima mãe tendo parido de parto natural, amamentado até os três anos, colocado na escola aos cinco, dado doce aos nove, e saído pra jantar com o marido sozinha pela primeira vez quando o filho foi para a faculdade…. do mesmo jeito que é possível ser uma ótima mãe tendo feito tudo isso.. ou nada disso! Ou seja: no fundo, no fundo… não são questões essenciais. À luz da Bíblia, não são.

O que Deus espera de nós como mães é muito simples – e por isso às vezes parece tão difícil. E é apenas o absoluto que Deus quer que eu devo tratar como regra geral. As variações são muitas, da mesma forma que as mães, pais, crianças, famílias e culturas também o são. Não vamos perder o foco daquilo que é essencial na nossa vida de mãe…. muito menos brigar, discutir ou fofocar sobre as diferentes formas e perspectivas que existem sobre isso.

Está comigo? Aguardem os próximos posts! Espero que seja uma conversa edificante aqui no blog, no facebook, e em outras formas de contato que tenho com vocês.

Até lá!

Anúncios
4 Comentários leave one →
  1. Marli permalink
    fevereiro 9, 2015 5:29 pm

    Estou com vc Naná. Esse papo vai requerer maturidade e humildade…e…outras coisas mais, mas penso q valerá cada riso é cada lágrima. Bjocas

  2. Juliana de Jesus permalink
    fevereiro 10, 2015 3:28 pm

    Muito bom, Naná! Deus criou vidas diferentes e é criativo na forma como cada uma dará glórias a Ele, inclusive na maternidade. Esperando os próximos posts!

  3. Vania permalink
    fevereiro 26, 2015 1:52 am

    estou lendo mom enough… Excelente! Estarei acompanhando os posts aqui….

Trackbacks

  1. Por um fim às guerras maternas parte 02- Um pônei e duas mães em guerra | Blog Coisa Nossa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: