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Por um fim às guerras maternas parte 02- Um pônei e duas mães em guerra

fevereiro 25, 2015

Recentemente, li uma história sobre uma mãe que leu na agenda que a tarefa de casa do filho seria mandar para a escola algo que começasse com a letra P, que era a primeira letra do nome dele. Ela, que também era mãe de outras duas crianças, leu o recado, mas esqueceu-se completamente do fato, já que estava meio enlouquecida com uma reforma na casa e uma recém-nascida para cuidar.

No dia seguinte, o filho entrou no carro todo animado e perguntou, mãe, o que vou levar para a escola?? Ela, apavorada, voltou correndo para dentro de casa e achou no corredor um Pônei, brinquedo da irmã dele, e não pensou duas vezes: Pônei! Letra P! É isso mesmo. Pegou o objeto e entregou para o filho.

Chegando na escola, o menino exclamou: olha, mãe! Meu amigo, Pedro!!! A mãe olhou, e lá estava o Pedro, andando todo feliz, com sua mãe vindo logo atrás dele… com Pizzas de Pepperoni para todos os coleguinhas da classe!!!!

Hehe… essa história chamou minha atenção por um motivo muito óbvio: ela desencadeou em mim uma reação. Deve ter provocado alguma em você também, não? Confesso que a minha foi “HAAAA se eu fosse a mãe do pônei eu iria pra casa arrasada…..” – e não é exatamente uma reação correta.

Gostaria de pensar com vocês no seguinte nesse segundo post: independente de qual “estilo” de maternidade você tenha (e aqui vou definir estilo como um padrão de conduta e comportamento em assuntos de maternidade que seja razoavelmente consistente, embora diferentes situações e circunstâncias desencadeiem diferentes reações) , qual a sua reação ao ver uma mãe com estilo tão diferente do seu??? Gratidão, encorajamento, estímulo, humildade… ou mimimi, frustração, orgulho, arrogância, inveja, guerras maternas?

A mãe do pônei

Não há problema nenhum em ser a mãe do pônei. Nenhum mesmo! Não precisamos nos esgotar completamente com o que não é essencial. Uma vida corrida, atribulada, com crianças pequenas, pede que nós muitas vezes simplifiquemos ao máximo as coisas, e com frequência isso pode significar comida pronta, carro sujo de biscoito, bolsa materna inacreditavelmente bagunçada, DVD ligado mais do que os 20 minutos recomendados pela Sociedade Não Tenho Filhos de Pediatria e um pônei lançado às pressas dentro da mochila!!!!

O problema nós criamos quando a nossa postura nos faz pecar, mais ou menos assim:

  1. Preguiça – eu até teria tempo de fazer alguma outra coisa mas, ah… na boa, ele é muito novo, nem vai lembrar. Leva o pônei e boa, a conversa aqui no Whatsapp tá boa demais para eu parar e ir quebrar a cabeça pra pensar numa tarefinha de escola.
  2. Mimimi – Mas é claro que ela fez, aposto que o marido dela ajuda, ela deve ter empregada, também com babá até eu, ah mas o filho dela não é que nem o meu…
  3. Orgulho e frustração – sim, pois ao ver que alguém foi mais caprichoso ou aparentemente fez alguma coisa melhor do que EU… é pesado demais pra mim, e eu sofro, sofro de verdade, vou embora me achando a pior das mães, a mais largada, a mais terrível, porque EU, EU, EU não estou no topo. Caminha junto com a arrogância – eu não aceito que alguém faça algo melhor do que eu.
  4. Inveja – Affff que mãe aparecida essa da pizza, sem contar que pepperoni pra criança é super contra-indicado, muito sódio, e na boa, certeza que ela fez pra aparecer, o filho dela nem vai lembrar… na verdade mesmo, certeza que ela fez só pra tirar foto e postar no facebook e no instagram. E outra né gente, melhor levar um pônei pra escola mas estar de cabelo arrumadinho do que chegar com cara de acabada na escola segurando essa pizza aí que se bobear nem foi ela que fez.
  5. Maledicência – já exemplificada em todas as frases anteriores!

Muitas outras reações pecaminosas são possíveis, mas o termo PECAMINOSAS nos passa batido essas e muitas outras vezes. Sim, no centro das guerrinhas maternas existe o pecado, e existe um termo incrível que apareceu várias vezes nas descrições acima: EU. Quando entramos em discussões sobre quem está certo, quem está errado, quando olhamos para outras mães querendo comparar nosso desempenho, ou nossos filhos, seja para melhor ou para pior, precisamos reconhecer: ERRAMOS O ALVO!! E essa é a definição de pecado. Demos lugar ao nosso EU e estamos querendo alimentá-lo, adorá-lo a todo custo. Bem longe do que Deus quer de nós como mães, não é mesmo?

O desafio da mãe do pônei é tirar os olhos de si mesma, voltar os olhos para Deus, para o que é essencial, pedir que Ele recupere suas forças e seja a sua principal fonte de satisfação e energia no difícil e exaustivo exercício da maternidade, e equilibrar isso simplificando sem largar mão, e admirando genuinamente as mães que fazem diferente, sem invejá-las!

“Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:17)

“Tudo que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Colossenses 3:23)

Esses dois versículos são excelentes para nos lembrar de alguns essenciais na maternidade: fazer tudo com gratidão (sem invejar), para Ele (e não para impressionar ninguém ao meu redor), e de todo o coração (isto é, diligentemente! Simplifique, mas não largue mão….).

Difícil? Talvez. Impossível? Jamais… não quando somos filhas do Deus do impossível. Que Ele nos ajude!

Mas, tem mais. Não é só a mãe do pônei que precisa refletir em suas ações e motivações. A mãe da pizza também pode ter lá a sua participação nessa guerra. Falaremos dela no próximo post!!!

Enquanto isso, ore! Peça a Deus que revele em seu coração áreas que precisam ser trabalhadas. Podemos eliminar as guerras maternas com a ajuda e orientação dEle!!!

Beijos e até o próximo post!

obs: esse post faz parte de uma série, se você perdeu o primeiro, clique aqui para acompanhar.

Beijos e até lá!

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