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Por um fim às guerras maternas parte 03- A mãe da pizza

abril 24, 2015

Olá!! Depois de muitos e muitos contratempos e novidades… aqui estou!! Fiquei frustradíssima por não ter conseguido escrever antes, mas não deu mesmo. Enfim, conto com suas desculpas e sigo alegremente para continuar a série com os dois posts que faltam.

Relembrando…

“Recentemente, li uma história sobre uma mãe que leu na agenda que a tarefa de casa do filho seria mandar para a escola algo que começasse com a letra P, que era a primeira letra do nome dele. Ela, que também era mãe de outras duas crianças, leu o recado, mas esqueceu-se completamente do fato, já que estava meio enlouquecida com uma reforma na casa e uma recém-nascida para cuidar.

No dia seguinte, o filho entrou no carro todo animado e perguntou, mãe, o que vou levar para a escola?? Ela, apavorada, voltou correndo para dentro de casa e achou no corredor um Pônei, brinquedo da irmã dele, e não pensou duas vezes: Pônei! Letra P! É isso mesmo. Pegou o objeto e entregou para o filho.

Chegando na escola, o menino exclamou: olha, mãe! Meu amigo, Pedro!!! A mãe olhou, e lá estava o Pedro, andando todo feliz, com sua mãe vindo logo atrás dele… com Pizzas de Pepperoni para todos os coleguinhas da classe!!!!”

No post passado, que você pode ler ou reler aqui, identificamos dois tipos de mãe nessa história: a do pônei e a da pizza. Falamos sobre a do pônei, e sobre o desafio que temos de fazer tudo com gratidão (sem invejar), para Ele (e não para impressionar ninguém ao meu redor), e de todo o coração (isto é, diligentemente! Simplifique, mas não largue mão….).

Hoje quero falar da mãe da pizza.

Não há problema nenhum em ser a mãe da pizza. Nenhum mesmo! Deus nos dá diferentes talentos, e as habilidades manuais, sejam elas artísticas, culinárias ou de qualquer outra natureza, podem e devem ser empregadas em nossa função de mãe. Não há nada de errado em ser caprichosa, prendada, gostar de fazer as comidas dos filhos, fazer bolos ao invés de comprá-los nos aniversários, virar a noite pregando botão na almofadinha que será dada na lembrancinha do chá de bebê da segunda filha, bordar as toalhas da família, etc etc… muito pelo contrário, isso tudo é muito legal!!

O problema nós criamos quando a nossa postura nos faz pecar, mais ou menos assim:

  1. Orgulho – eu sou demais! Eu faço tudo mesmo. Sei fazer tudo. Faço para todo mundo ver. Eu não admito, mas aaah…. quando eu faço, fico logo esperando um elogio. E não é possível que ninguém vá elogiar, porque está perfeito! Eu sou demais. Meus filhos tem sorte por terem uma mãe como eu. Imagina, um pônei?? Eu não teria coragem…. que bom que eu sou a mãe dos meus filhos.
  2. “Fiz postei” – é a exibida virtual: aaaah minha pizza já está pronta?? Traz o celular, vou fotografar e postar. Estou morta e acabada passei o dia em função disso, mas vou postar que fiz rapidinho. Acho que vai ter um monte de curtidas! Tomara. Será que vai bater o número de curtidas da última vez?? Só posto fotos lindas de comidas maravilhosas e mantas bem acabadas. Minhas olheiras eu não mostro pra ninguém. Minhas redes sociais são um mundo encantado, as pessoas devem me invejar…
  3. Reclamação – eu fiz tudo perfeito e ninguém falou nada???? Eu me MATO pra fazer tudo e ninguém fala nada???? Estou exausta acabada e ninguém… fala nada???
  4. Maledicência – já exemplificada em todas as frases anteriores!

Muitas outras reações pecaminosas são possíveis, mas o termo PECAMINOSAS nos passa batido essas e muitas outras vezes. Sim, no centro das guerrinhas maternas existe o pecado, e existe um termo incrível que apareceu várias vezes nas descrições acima: EU. Quando entramos em discussões sobre quem está certo, quem está errado, quando olhamos para outras mães querendo comparar nosso desempenho, ou nossos filhos, seja para melhor ou para pior, precisamos reconhecer: ERRAMOS O ALVO!! E essa é a definição de pecado. Demos lugar ao nosso EU e estamos querendo alimentá-lo, adorá-lo a todo custo. Bem longe do que Deus quer de nós como mães, não é mesmo?

O desafio da mãe da pizza  é tirar os olhos de si mesma, voltar os olhos para Deus, para o que é essencial, e usar seus dons e talentos para a glória de Deus! Veja, se aprendemos que as mães do pônei não devem invejar, as da pizza não devem humilhar! Não há problema em postar fotos do que você faz para ou com os seus filhos, mas pense: o que está no seu coração quando faz isso?? O que te motiva a postar??? E o que você espera obter com isso?? Aplausos???? Mostrar quão “perfeita” você é?

Devemos nos lembrar sempre de que Deus é nossa fonte de energia para toda e qualquer coisa que fazemos, inclusive na maternidade, e equilibrar isso caprichando sim, dando o melhor de nós, mas sem se vangloriar, e  trabalhando diligentemente… sem se extenuar, pois Deus não pede colcha de fuxico nem docinhos de festa feitos em casa para nenhuma de nós.

“Tudo que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Colossenses 3:23)

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:10)

Assim como para a mãe do pônei, o desafio não é tão simples quanto parece. Precisamos de humildade, e eis uma virtude difícil de ser conquistada!! Mas não é impossível, e eu creio que é libertadora. Que Deus nos ajude!

No próximo post, venho terminar a série respondendo à pergunta: afinal, o que é essencial??

Beijos a todas e um ótimo final de semana!

Naná

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