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A rainha de Sabá

junho 24, 2015

“Tendo a rainha de Sabá ouvido a fama de Salomão, com respeito ao nome do Senhor, veio prová-lo com perguntas difíceis.” (1 Reis 10:1)

Olá! Hoje cedo, em minha devocional, li um trecho da Bíblia que me chamou a atenção, pois nunca tinha olhado para ele dessa forma. Isso é sempre fantástico, não é? Não importa quantas vezes lemos a Palavra, sempre aprendemos alguma coisa nova com ela. Decidi compartilhar com vocês o que li hoje. Foi extraído do livro “Mulheres que amaram a Deus – 365 dias com as mulheres da Bíblia” (Elizabeth George, 2001 – United Press), e espero que sirva para sua edificação como serviu para mim!

No século 6 aC, não existia uma rede de divulgação de notícias sobre Salomão, rei de Israel. As informações eram passadas bem devagar, conforme o passo das pessoas ou o andar dos camelos e jumentos. Lentamente, as notícias sobre esse rei sábio que servia a um Deus poderoso chegaram até Sabá, localizada a quase dois mil quilômetros ao sul de Jerusalém. Sentada em seu palácio, a rainha de Sabá deve ter refletido cuidadosamente sobre as várias informações recebidas. Certamente, ninguém poderia ser tão sábio e nenhum deus tão extraordinário assim…. mas, e se fosse verdade? As informações poderiam ser verdadeiras! Ela precisava ver com os próprios olhos.

A viagem a Jerusalém foi longa e dispendiosa. Os estudiosos calculam que a comitiva, composta de soldados, presentes, animais, suprimentos e servos viajou mais de 30km por dia durante 75 dias. Mas nada disso importava! Nenhum esforço era grande demais e nenhum preço alto demais em se tratando de assunto referente a sabedoria! E assim, aquela rainha partiu para Israel.

Quanto maior o esforço, mais doce será o sabor do prêmio. Quanto mais alto o preço, mais valioso  seu tesouro. Assim é com a sabedoria! Reflita sobre o esforço que você empreende para adquirir sabedoria. Você passa cinco minutos do seu dia lendo um capítulo de Provérbios, o livro da sabedoria da Bíblia? Esforça-se para participar de aulas, palestras ou seminários dirigidos por pessoas sábias e piedosas? Reserva um tempo em sua agenda para pedir conselhos a uma pessoa sábia? Gosta de passar um final de semana participando de alguma conferência que a ajude a tornar-se sábia nos caminhos de Deus?

Vivemos em uma sociedade comodista, de recompensas instantâneas. Queremos obter os resultados sem esforço, e queremos já! No entanto, vemos no exemplo da Rainha de Sabá uma disposição para sacrificar-se e empenhar-se, realizando o possível na tentativa de encontrar respostas para as questões da vida. Siga hoje o exemplo dessa mulher e tente obter uma preciosa pérola de sabedoria… e amanhã adicione outra… e depois mais outra! A sabedoria, essa sim, é o verdadeiro ornamento da alma!

Enfim… como tudo isso é verdade, em tudo. Já comentei algo mais ou menos assim em outro post, o “Emagrecer ou ser emagrecida?”: nós queremos o resultado sem passar pelo processo. Queremos um corpo saudável comendo de tudo e sem se exercitar. Queremos uma casa arrumada sem colocar a mão na massa (ou sem pagar pelo serviço). Queremos filhos obedientes sem termos o trabalho diário e exaustivo de colocá-los na linha e ensiná-los o certo muitas e muitas vezes ao dia. Mas já sabemos que não funciona. Sem trabalho árduo (e sem a graça de Cristo!), não há recompensa.

E assim é também com a sabedoria. Se você deseja ser sábia, deve buscar a sabedoria. E isso envolve ação, decisão, investimento de tempo. Envolve desligar a televisão, fechar as redes sociais um pouquinho (ou um belo tanto rsrs), e tudo isso diariamente… e se concentrar naquilo que é eterno, que vai te levar para o seu objetivo.

Que Deus nos ajude a buscar a sabedoria e ter a disciplina e coerência necessárias para escolher as atitudes que vão nos levar para isso!

Uma boa semana a todas!

Beijos,

Naná

 

Por um fim às guerras maternas parte 04- Afinal, o que é essencial?

maio 6, 2015

FATO: Se seus filhos não souberem ler aos 4 anos, há uma chance de 95% deles acabarem viciados em drogas e desabrigados.

FATO: Se seus filhos comem comida industrializada, a chance deles contraírem uma rara, degenerativa e fatal doença antes da adolescência é de 85%.

FATO: Se você não acorda ao nascer do sol para ter seu momento de culto doméstico com seus filhos, você provavelmente não é cristã.

FATO: Se seus filhos assistem mais do que 10 minutos de televisão diariamente, há uma chance de 75% deles integrarem uma gangue violenta na adolescência.

Obviamente, os “fatos” listados acima não são verídicos. Mas, como temos visto com frequência, a internet tem sido uma ferramenta incrível para as pessoas se compararem umas às outras, especialmente as mães. E, como boas mulheres (e pecadoras) que somos, não nos contentamos apenas em comparar: botamos defeito, invejamos ou detonamos quem faz diferente do que fazemos, seja para “melhor” ou para “pior”.

Veja, não há problema em ler posts e blogs da internet sobre a maternidade ou sobre qualquer outro assunto. O problema está na tendência incrível que temos de entrar em pânico e sentir-se um verdadeiro desastre quando lemos blogs de mães ou vemos postagens no facebook, instagram, pinterest ou qualquer outra rede social.

Queridas mães, o que Deus deseja de nós é que relaxemos como mães. Li uma vez e nunca esqueci: fazer pães caseiros diariamente para os filhos não é requisito de Deus para que sejamos mães piedosas. Costurar e fazer as roupas dos filhos também não. Deus não espera que as mães comprem apenas alimentos orgânicos, façam scrapbook, jardinagem, façam uma horta ou nunca jamais deem comida industrializada para os filhos. Veja, não há absolutamente NADA errado em nada disso, mas admita: na descrição bíblica do seu papel de mãe, não existe nenhuma dessas coisas. Ou seja, no fundo, no fundo… não é essencial.

O grande ponto do que é essencial é que, se formos olhar na Bíblia, ele é muito simples. Muito, muito simples. E por isso é que parece pouco; aí criamos demandas a mais, nos sobrecarregamos por acharmos que temos que dar conta de todas elas, perdemos o foco do que realmente importa, ficamos exaustas… e não fazemos a essência do que Deus pede! Então vamos lá, o que, afinal, é essencial na maternidade??

“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Marcos 12:30)

“[…] amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada” (Tito 2:4-5)

  • Ame a Deus. Isso significa que, por amá-lo, você se empenha em encontrar algum tempo durante o dia para encontrar-se com Ele. Ter seu tempo a sós com Deus, ler a Sua Palavra, orar, adorá-lo, entregar a Ele seus anseios e preocupações. Não precisa ser antes de seus filhos e maridos acordarem. Não precisa ser antes do nascer do sol, de madrugada. Seu papel é amar a Deus. Como você vai fazer e demonstrar isso pode ter milhões de jeitos diferentes. Encontre o que se encaixa na sua rotina e faça disso uma prioridade. Faz parte do papel!!
  • Ame seu marido.  O Segundo essencial na maternidade é amar e servir o seu marido. Os maridos também devem fazer o mesmo por suas esposas, mas isso é assunto para outro blog. Se ele realmente gosta de pão caseiro, talvez seja mesmo uma boa você fazer pra ele. Mas não faça pão em casa simplesmente porque viu outras mães postando foto dos seus pães e banquetes no Facebook. Amar o marido é essencial… e no meu caso especificamente, um pão francês fresquinho da padaria faz muito mais por ele do que eu me atrever a fazer um pão em casa!!
  • Ame seus filhos. Seu papel e chamado como mãe é amar seus filhos e ensiná-los a amar a Deus. Eles não precisam falar latim e alemão antes dos seis anos. Se eles aprenderem, parabéns pra você! Mas isso é um bônus, não faz parte da descrição do seu trabalho. Seu papel é simplesmente amá-los de todo o seu (exausto) coração, e ensiná-los os caminhos do Senhor. E, acredite, isso já é um chamado e função extraordinários. Não acrescente a isso outras coisas extravagantes, que vão tornar sua vida ainda mais difícil e estressante. Se você quiser ensinar seus filhos a costurar, ótimo. Mas não se entupa de culpa de eles não estiverem fazendo as próprias roupas aos 10 anos. Lembre-se, não é essencial.

Mães, Jesus quer que descansemos nEle. Ele quer que as mães… relaxem! Seu fardo é  suave e seu jugo é leve. Não gastemos nosso tempo e energia nos comparando a outras mães. Não tentemos  ser algo que Deus não nos chamou para ser!! Se os blogs maternos ou redes sociais estão fazendo com que você se sinta mal ou culpada sobre o seu papel, pare de lê-los! Permaneçamos fiéis naquilo que Ele de fato nos chamou para ser e fazer, e tenha certeza de que, se estivermos alinhadas com o que realmente importa, Ele se agradará de nós. Quando seus filhos estiverem dormindo, não se sintam culpadas por tirarem uma soneca, assistirem um pouco de TV, pintarem o Jardim Secreto (minha nova modinha! Hahaha) ou fazer qualquer outra coisa que vocês realmente gostem!!!

Ame a Deus, ame seu marido, ame seus filhos. Que Ele nos ajude a focar no essencial, simplificar, parar de brigar umas com as outras… e relaxar!

Beijos a todas

Naná

Por um fim às guerras maternas parte 03- A mãe da pizza

abril 24, 2015

Olá!! Depois de muitos e muitos contratempos e novidades… aqui estou!! Fiquei frustradíssima por não ter conseguido escrever antes, mas não deu mesmo. Enfim, conto com suas desculpas e sigo alegremente para continuar a série com os dois posts que faltam.

Relembrando…

“Recentemente, li uma história sobre uma mãe que leu na agenda que a tarefa de casa do filho seria mandar para a escola algo que começasse com a letra P, que era a primeira letra do nome dele. Ela, que também era mãe de outras duas crianças, leu o recado, mas esqueceu-se completamente do fato, já que estava meio enlouquecida com uma reforma na casa e uma recém-nascida para cuidar.

No dia seguinte, o filho entrou no carro todo animado e perguntou, mãe, o que vou levar para a escola?? Ela, apavorada, voltou correndo para dentro de casa e achou no corredor um Pônei, brinquedo da irmã dele, e não pensou duas vezes: Pônei! Letra P! É isso mesmo. Pegou o objeto e entregou para o filho.

Chegando na escola, o menino exclamou: olha, mãe! Meu amigo, Pedro!!! A mãe olhou, e lá estava o Pedro, andando todo feliz, com sua mãe vindo logo atrás dele… com Pizzas de Pepperoni para todos os coleguinhas da classe!!!!”

No post passado, que você pode ler ou reler aqui, identificamos dois tipos de mãe nessa história: a do pônei e a da pizza. Falamos sobre a do pônei, e sobre o desafio que temos de fazer tudo com gratidão (sem invejar), para Ele (e não para impressionar ninguém ao meu redor), e de todo o coração (isto é, diligentemente! Simplifique, mas não largue mão….).

Hoje quero falar da mãe da pizza.

Não há problema nenhum em ser a mãe da pizza. Nenhum mesmo! Deus nos dá diferentes talentos, e as habilidades manuais, sejam elas artísticas, culinárias ou de qualquer outra natureza, podem e devem ser empregadas em nossa função de mãe. Não há nada de errado em ser caprichosa, prendada, gostar de fazer as comidas dos filhos, fazer bolos ao invés de comprá-los nos aniversários, virar a noite pregando botão na almofadinha que será dada na lembrancinha do chá de bebê da segunda filha, bordar as toalhas da família, etc etc… muito pelo contrário, isso tudo é muito legal!!

O problema nós criamos quando a nossa postura nos faz pecar, mais ou menos assim:

  1. Orgulho – eu sou demais! Eu faço tudo mesmo. Sei fazer tudo. Faço para todo mundo ver. Eu não admito, mas aaah…. quando eu faço, fico logo esperando um elogio. E não é possível que ninguém vá elogiar, porque está perfeito! Eu sou demais. Meus filhos tem sorte por terem uma mãe como eu. Imagina, um pônei?? Eu não teria coragem…. que bom que eu sou a mãe dos meus filhos.
  2. “Fiz postei” – é a exibida virtual: aaaah minha pizza já está pronta?? Traz o celular, vou fotografar e postar. Estou morta e acabada passei o dia em função disso, mas vou postar que fiz rapidinho. Acho que vai ter um monte de curtidas! Tomara. Será que vai bater o número de curtidas da última vez?? Só posto fotos lindas de comidas maravilhosas e mantas bem acabadas. Minhas olheiras eu não mostro pra ninguém. Minhas redes sociais são um mundo encantado, as pessoas devem me invejar…
  3. Reclamação – eu fiz tudo perfeito e ninguém falou nada???? Eu me MATO pra fazer tudo e ninguém fala nada???? Estou exausta acabada e ninguém… fala nada???
  4. Maledicência – já exemplificada em todas as frases anteriores!

Muitas outras reações pecaminosas são possíveis, mas o termo PECAMINOSAS nos passa batido essas e muitas outras vezes. Sim, no centro das guerrinhas maternas existe o pecado, e existe um termo incrível que apareceu várias vezes nas descrições acima: EU. Quando entramos em discussões sobre quem está certo, quem está errado, quando olhamos para outras mães querendo comparar nosso desempenho, ou nossos filhos, seja para melhor ou para pior, precisamos reconhecer: ERRAMOS O ALVO!! E essa é a definição de pecado. Demos lugar ao nosso EU e estamos querendo alimentá-lo, adorá-lo a todo custo. Bem longe do que Deus quer de nós como mães, não é mesmo?

O desafio da mãe da pizza  é tirar os olhos de si mesma, voltar os olhos para Deus, para o que é essencial, e usar seus dons e talentos para a glória de Deus! Veja, se aprendemos que as mães do pônei não devem invejar, as da pizza não devem humilhar! Não há problema em postar fotos do que você faz para ou com os seus filhos, mas pense: o que está no seu coração quando faz isso?? O que te motiva a postar??? E o que você espera obter com isso?? Aplausos???? Mostrar quão “perfeita” você é?

Devemos nos lembrar sempre de que Deus é nossa fonte de energia para toda e qualquer coisa que fazemos, inclusive na maternidade, e equilibrar isso caprichando sim, dando o melhor de nós, mas sem se vangloriar, e  trabalhando diligentemente… sem se extenuar, pois Deus não pede colcha de fuxico nem docinhos de festa feitos em casa para nenhuma de nós.

“Tudo que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Colossenses 3:23)

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:10)

Assim como para a mãe do pônei, o desafio não é tão simples quanto parece. Precisamos de humildade, e eis uma virtude difícil de ser conquistada!! Mas não é impossível, e eu creio que é libertadora. Que Deus nos ajude!

No próximo post, venho terminar a série respondendo à pergunta: afinal, o que é essencial??

Beijos a todas e um ótimo final de semana!

Naná

Pizzada em casa – faça tudo, inclusive a massa!

fevereiro 27, 2015

Oi pessoal!! Há algumas semanas, reunimos alguns casais de amigos para fazer uma pizzada. A diferença é que fizemos tudo, desde a massa até as coberturas. Foi muito legal, muito mesmo! Aliás, nós formamos uma confraria, que é aquele grupo de pessoas que se reúnem periodicamente para comer e/ou beber, já ouviram falar? No nosso caso, é pra comer e cozinhar, haha, já que todos gostamos muito dessas duas atividades. Aquele almoço natalino que fizemos, e que postei fotos e todas as receitas aqui no final do ano passado, foi a inauguração da confraria, e combinei com os integrantes que todas as receitas e encontros que fizermos serão devidamente divulgados aqui no blog, assim a gente compartilha e quem sabe até não inspira algum evento seu?!

Para a pizzada, a única coisa que tínhamos certeza é de que queríamos todos aprender a fazer a massa. Uma amiga conseguiu uma receita de um livro italiano de pizza, e junto com a versão de massa do sogro, ela e o marido criaram uma receita meio própria, haha, que deu muito certo! Confiram:

MASSA DE PIZZA – RENDE CINCO DISCOS GRANDES (8 fatias)

1kg de farinha especial puríssima (Renata ou Dona Benta), peneirada + 2 envelopes de 10g de melhorador de farinha para pizza (acha facinho em supermercado, pode acreditar!);

Aquecer numa panela pequena: 2 copos de água, 2 colheres de chá de sal, 2 colheres de café de açúcar, 6 colheres de chá de azeite extravirgem, 2 envelopes de 10g de fermento biológico em pó. Mexer bem para dissolver o fermento, a mistura não deve ferver, no máximo ficar morna/quente (é rápido!);

Adicionar a mistura na farinha, despejando a água aos poucos;

Sovar a massa até ficar macia e desgrudar das mãos;

Fazer um rolo com a massa e cortar em 5 partes iguais;

Deixar a massa descansar por 1 hora (coberta);

Abrir cada parte da massa em um disco de pizza e levar para pré-assar (tirar o aspecto de crua, mas sem assar demais!! Em forno a lenha, 5 minutos são suficientes).

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A parte da massa foi responsabilidade masculina, a gente aparecia na cozinha só para tirar umas fotos e ver o andamento (normal né, aquela supervisionada quando tem homem na cozinha haha). Ficou muito boa!! Fizemos o encontro na casa dos meus sogros e eles tem forno a lenha, então assamos as massas do jeito mais pizzaria possível e o resultado foi fantástico! Mas, se você não tiver, não tem nenhuuuum problema, faça no forno a gás, os autores da receita fizeram antes para testar e também deu certo!

Bom, depois da massa, é importante pensar no molho. Optamos pela receita mais fácil possível e, na minha opinião, a melhor para pizzas. Basta pegar uns oito tomates italianos bem maduros, tirar as sementes, e batê-los no liquidificador com um (ou dois se você for guerreira) dente de alho, sal, orégano e manjericão a gosto! Prontinho! Sem panela, sem fogão, fica uma delícia para forrar a pizza para receber as coberturas. Mais fácil impossível!

Quanto aos sabores das pizzas, éramos em oito (seis da confraria e meus sogros), então decidimos fazer 5 pizzas salgadas e 2 doces. Sim, é uma quantidade incrível. Sim, sobrou. Sim, saímos rolando! Hahaha… mas estávamos empolgados, perdemos a cabeça e tal, acontece. Os sabores escolhidos foram:

Salgadas:

Queijo brie com parma : molho de tomate, queijo muçarela, queijo brie, e fatias de presunto de parma. Importante: deixe para colocar o parma nos últimos instantes da pizza no forno, senão ele fica esquisito e compromete o sabor da pizza. 4

Shitake: inovadora, mas o lance da confraria é inovar! Dar uma refogada no shitake com manteiga, limão e temperinhos. Depois: molho de tomate, queijo muçarela, shitake. Orégano só depois que a pizza sai do forno! Aprendi na confraria! hehe

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Caprese: aquela bonita, que a Bráz inventou e hoje em dia o mundo todo copia. Molho de tomate, queijo muçarela, rodelas de tomate com muçarela de búfala, pesto de azeitonas pretas (compramos pronto, o da La Pastina e o da La Violetera são top) e uma folha grande e bonita de manjericão. Atenção! A bolinha de tomate, búfala, pesto e manjericão só são colocadas na pizza depois que ela sai do forno também. Caso contrário, o manjericão definha, fica horroroso.

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Camarão com catupiry (eu sei, eu sei, eu também nunca tinha ouvido falar, mas confraria é um lance democrático, a colega pediu e tal… hahahahah): Molho de tomate, catupiry, camarões refogados, mais catupiry! Quem gosta de camarão amou a pizza.

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Alho poró com palmito e peito de peru: Molho de tomate, queijo muçarela, um vidro de palmito picado, um alho poró refogadinho rapidinho no azeite, peito de peru picadinho e um toque de catupiry.

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Doces:

Tenho algo a falar sobre as doces. Eu acabei “assumindo” essa parte, não apitei muito nas salgadas já que meu sangue é 90% glicose hehehe. Já tínhamos decidido que uma das pizzas seria de brigadeiro, e se você ainda não provou a de brigadeiro com MM´s da Pizza Hut, PRECISAAAA provar, é a melhor do cosmos, coisa de louco mesmo (mas devo avisar que você tem que ser resistente a doces intensos hahaha). Então me inspirei nela. Para a outra, eu tinha na minha cabeça brigadeiro branco com morangos, mas na véspera do nosso encontro, fiquei navegando pela internet para tentar descobrir um jeito de dar um “raio gourmetizador” nessa pizza, e foi aí que descobri a pizza doce mais premiada de São Paulo, da Dona Veridiana, que consiste em nada mais, nada menos que chocolate branco Lindt, queijo brie, e frutas vermelhas. Ploft. Um escândalo de boa.

Fizemos a nossa versão das duas:

– Brigadeiro com MM´s – para uma pizza grande, 01 lata de leite condensado é suficiente, fiz um brigadeiro mole acrescido de um pouquinho de leite para que ele ficasse bem espalhável, cobri com muitos MM´s e forno! Delícia, o MM deixa a pizza crocante, aiai… mas é bom avisar, ela é BEM doce. Não vou citar nomes, mas um dos membros da confraria teve que correr para beber muita água depois, não aguentou… mas acho que foi mais por causa dos cinco pedaços anteriores do que por causa dela! hehehe

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– Chocolate branco, frutas vermelhas e queijo brie – Primeiro o “molho”: fiz uma calda com duas bandejas de morango, meia bandeja de framboesas congeladas (use a fresca se quiser, optei pela congelada porque já tinha em casa) e duas xícaras de chá de açúcar. Fogo baixo, mexendo sempre, até dar uma reduzida e chegar numa consistência que não é a de geleia, é mais rala e líquida. Colocamos toda a calda na pizza, cobrimos com dois tabletes de chocolate branco (Galak mesmo tá pessoal, Lindt não rolou dessa vez rsrs), pedaços pequenos de queijo brie (ele é importante, além de dar um toque gourmet também quebra um pouco o doce do chocolate branco… fora que queijo brie com frutas vermelhas tem TUUUDO A VER, não deixe de colocar não!), e finalizamos com algumas frutas frescas que separei antes de fazer a calda. Forno, pronto! Delícia… delícia mesmo. Mesmo sendo brigadeiroholic devo admitir que deu de 10 na outra.

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E aí, gostaram? Nós aproveitamos muito. O encontro começou às 17h e foi até a meia-noite. Somos três famílias com filhos pequenos, então teve pausa para banho, pausa para papinha, para jantar, para amamentar, para colocar para dormir, para separar a disputa pelo mesmo brinquedo, para brincar de abrir massa de pizza com as meninas (elas montaram a pizza delas, foi tããão fofo!), então rolou naquela dinâmica gostosa que só quem está ou já esteve na mesma fase entende. Preferimos assim!

Isso tudo foi no final de janeiro e, acredite, desde então não como pizza. Haha… não só porque comi DEMAIS naquele dia, mas porque tem aquele lance metidinho de que, uma vez que você sabe fazer, você fica mais exigente, não come qualquer pizza e tal… hahahah brincadeira! Na verdade acho que foi mais por falta de oportunidade mesmo. Já estamos ansiosos pelo próximo encontro da confraria, que será um almoço francês no final de março. Temos o cardápio definido, aguardem que assim que o evento passar eu venho contar como foi, apresentar o cardápio e compartilhar as receitas!

Beijos e bom final de semana!! Deu vontade?? Arrisque, faça a pizza e venha me contar como foi!

Naná

Por um fim às guerras maternas parte 02- Um pônei e duas mães em guerra

fevereiro 25, 2015

Recentemente, li uma história sobre uma mãe que leu na agenda que a tarefa de casa do filho seria mandar para a escola algo que começasse com a letra P, que era a primeira letra do nome dele. Ela, que também era mãe de outras duas crianças, leu o recado, mas esqueceu-se completamente do fato, já que estava meio enlouquecida com uma reforma na casa e uma recém-nascida para cuidar.

No dia seguinte, o filho entrou no carro todo animado e perguntou, mãe, o que vou levar para a escola?? Ela, apavorada, voltou correndo para dentro de casa e achou no corredor um Pônei, brinquedo da irmã dele, e não pensou duas vezes: Pônei! Letra P! É isso mesmo. Pegou o objeto e entregou para o filho.

Chegando na escola, o menino exclamou: olha, mãe! Meu amigo, Pedro!!! A mãe olhou, e lá estava o Pedro, andando todo feliz, com sua mãe vindo logo atrás dele… com Pizzas de Pepperoni para todos os coleguinhas da classe!!!!

Hehe… essa história chamou minha atenção por um motivo muito óbvio: ela desencadeou em mim uma reação. Deve ter provocado alguma em você também, não? Confesso que a minha foi “HAAAA se eu fosse a mãe do pônei eu iria pra casa arrasada…..” – e não é exatamente uma reação correta.

Gostaria de pensar com vocês no seguinte nesse segundo post: independente de qual “estilo” de maternidade você tenha (e aqui vou definir estilo como um padrão de conduta e comportamento em assuntos de maternidade que seja razoavelmente consistente, embora diferentes situações e circunstâncias desencadeiem diferentes reações) , qual a sua reação ao ver uma mãe com estilo tão diferente do seu??? Gratidão, encorajamento, estímulo, humildade… ou mimimi, frustração, orgulho, arrogância, inveja, guerras maternas?

A mãe do pônei

Não há problema nenhum em ser a mãe do pônei. Nenhum mesmo! Não precisamos nos esgotar completamente com o que não é essencial. Uma vida corrida, atribulada, com crianças pequenas, pede que nós muitas vezes simplifiquemos ao máximo as coisas, e com frequência isso pode significar comida pronta, carro sujo de biscoito, bolsa materna inacreditavelmente bagunçada, DVD ligado mais do que os 20 minutos recomendados pela Sociedade Não Tenho Filhos de Pediatria e um pônei lançado às pressas dentro da mochila!!!!

O problema nós criamos quando a nossa postura nos faz pecar, mais ou menos assim:

  1. Preguiça – eu até teria tempo de fazer alguma outra coisa mas, ah… na boa, ele é muito novo, nem vai lembrar. Leva o pônei e boa, a conversa aqui no Whatsapp tá boa demais para eu parar e ir quebrar a cabeça pra pensar numa tarefinha de escola.
  2. Mimimi – Mas é claro que ela fez, aposto que o marido dela ajuda, ela deve ter empregada, também com babá até eu, ah mas o filho dela não é que nem o meu…
  3. Orgulho e frustração – sim, pois ao ver que alguém foi mais caprichoso ou aparentemente fez alguma coisa melhor do que EU… é pesado demais pra mim, e eu sofro, sofro de verdade, vou embora me achando a pior das mães, a mais largada, a mais terrível, porque EU, EU, EU não estou no topo. Caminha junto com a arrogância – eu não aceito que alguém faça algo melhor do que eu.
  4. Inveja – Affff que mãe aparecida essa da pizza, sem contar que pepperoni pra criança é super contra-indicado, muito sódio, e na boa, certeza que ela fez pra aparecer, o filho dela nem vai lembrar… na verdade mesmo, certeza que ela fez só pra tirar foto e postar no facebook e no instagram. E outra né gente, melhor levar um pônei pra escola mas estar de cabelo arrumadinho do que chegar com cara de acabada na escola segurando essa pizza aí que se bobear nem foi ela que fez.
  5. Maledicência – já exemplificada em todas as frases anteriores!

Muitas outras reações pecaminosas são possíveis, mas o termo PECAMINOSAS nos passa batido essas e muitas outras vezes. Sim, no centro das guerrinhas maternas existe o pecado, e existe um termo incrível que apareceu várias vezes nas descrições acima: EU. Quando entramos em discussões sobre quem está certo, quem está errado, quando olhamos para outras mães querendo comparar nosso desempenho, ou nossos filhos, seja para melhor ou para pior, precisamos reconhecer: ERRAMOS O ALVO!! E essa é a definição de pecado. Demos lugar ao nosso EU e estamos querendo alimentá-lo, adorá-lo a todo custo. Bem longe do que Deus quer de nós como mães, não é mesmo?

O desafio da mãe do pônei é tirar os olhos de si mesma, voltar os olhos para Deus, para o que é essencial, pedir que Ele recupere suas forças e seja a sua principal fonte de satisfação e energia no difícil e exaustivo exercício da maternidade, e equilibrar isso simplificando sem largar mão, e admirando genuinamente as mães que fazem diferente, sem invejá-las!

“Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:17)

“Tudo que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Colossenses 3:23)

Esses dois versículos são excelentes para nos lembrar de alguns essenciais na maternidade: fazer tudo com gratidão (sem invejar), para Ele (e não para impressionar ninguém ao meu redor), e de todo o coração (isto é, diligentemente! Simplifique, mas não largue mão….).

Difícil? Talvez. Impossível? Jamais… não quando somos filhas do Deus do impossível. Que Ele nos ajude!

Mas, tem mais. Não é só a mãe do pônei que precisa refletir em suas ações e motivações. A mãe da pizza também pode ter lá a sua participação nessa guerra. Falaremos dela no próximo post!!!

Enquanto isso, ore! Peça a Deus que revele em seu coração áreas que precisam ser trabalhadas. Podemos eliminar as guerras maternas com a ajuda e orientação dEle!!!

Beijos e até o próximo post!

obs: esse post faz parte de uma série, se você perdeu o primeiro, clique aqui para acompanhar.

Beijos e até lá!

Por um fim às guerras maternas!

fevereiro 9, 2015

Eis um tema que há tempos venho querendo abordar por aqui, e que muitas mulheres já me pediram para abordar. Se você é mãe, já foi vítima delas – ou a vilã, mesmo sem a intenção. As guerras maternas, popularmente chamadas em inglês de “mommy wars”, não são tão recentes quanto costumamos pensar, mas com a facilidade de acesso à informação e graças também às mídias sociais, atualmente são muito, muito comuns.

Fazendo uma breve pesquisa, descobri que o termo “mommy wars” surgiu no final da década de 70, quando as “mulheres que não trabalham” (se é que existe alguma) começaram a criticar as “mulheres que trabalham” – e vice-versa. Cada uma com seus muitos argumentos e posições, começou-se a guerra, a princípio sutil, mas depois escancarada, sobre qual o jeito certo de ser mulher, de ser esposa, de ser mãe.

Esse assunto continua quente até hoje no campo de batalha, mas agora existem outros motivos para confusão, veja se reconhece algum:

– Parto: normal ou cesárea?

– Parto normal: com ou sem anestesia?

– Amamentação: essencial ou não?

– Mamadeiras e chupetas: sim ou não?

– Dorme comigo ou no berço?

– Doces: qual a idade certa?

– Papinha industrializada: sim ou não?

– Se a mãe não trabalha fora: colocar na escola com qual idade?

– Se trabalha: escola ou babá?

– Viajar/sair sem as crianças: necessário?

Enfim… a lista é longa, beeem longa. Em parquinhos, salas de espera, salas de amamentação, berçários ou pátios da igreja, em uma reunião entre amigas, e principalmente…. no facebook, um universo de mães parece querer defender sua posição com unhas e dentes. Não seria errado – se não fosse MUITO perigoso. Todas elas dão pano pra manga no universo materno, principalmente em terrenos como estes acima, em que não existe –E NÃO EXISTE, MÃES!! – uma resposta certa para todas e para todas as ocasiões, corremos um risco enorme de cair num “quê” de arrogância, de “minha opinião é a certa”, “eu sou a dona da razão”………. “eu sou mais mãe do que você”.

De alguma forma, somos ou já fomos todas influenciadas por isso. Infelizmente, ao invés de agirmos como encorajadoras umas das outras, ou recebermos encorajamento de pessoas à frente na jornada,  ou de aconselharmos/sermos aconselhadas com sabedoria e mansidão, com frequência somos “espancadas” com comentários arrogantes, cheios de orgulho, que mais colocam pra baixo e desanimam do que qualquer outra coisa.

Gostaria de investir alguns posts falando sobre isso, com base não só em algumas observações e lições que tenho tirado na minha vida de mãe, mas me amparando em boas leituras que fiz sobre o assunto, dentre elas alguns capítulos do livro Mom Enough, que já indiquei aqui, e de alguns ótimos blogs que acompanho.

Já adianto, não é minha intenção defender que não existem absolutos na maternidade, pois eles existem sim! Mas adianto que é possível ser uma péssima mãe tendo parido de parto natural, amamentado até os três anos, colocado na escola aos cinco, dado doce aos nove, e saído pra jantar com o marido sozinha pela primeira vez quando o filho foi para a faculdade…. do mesmo jeito que é possível ser uma ótima mãe tendo feito tudo isso.. ou nada disso! Ou seja: no fundo, no fundo… não são questões essenciais. À luz da Bíblia, não são.

O que Deus espera de nós como mães é muito simples – e por isso às vezes parece tão difícil. E é apenas o absoluto que Deus quer que eu devo tratar como regra geral. As variações são muitas, da mesma forma que as mães, pais, crianças, famílias e culturas também o são. Não vamos perder o foco daquilo que é essencial na nossa vida de mãe…. muito menos brigar, discutir ou fofocar sobre as diferentes formas e perspectivas que existem sobre isso.

Está comigo? Aguardem os próximos posts! Espero que seja uma conversa edificante aqui no blog, no facebook, e em outras formas de contato que tenho com vocês.

Até lá!

A pergunta que toda mãe deve responder…. todos os dias… muitas vezes ao dia

janeiro 26, 2015

Há alguns dias, meu irmão me recomendou um livro do pessoal do Desiring God (John Piper e cia.), chamado “Mom Enough”, que em português seria algo como “Mãe o Suficiente”. O título me chamou muito a atenção, e a explicação dele é que só seremos mães o suficiente se dependermos por inteiro do nosso Deus, todo Suficiente!

O livro é ótimo, óóótimo. Estou quase acabando, baixei para o meu kindle no ipad, mas você também pode fazer o download – gratuito – em pdf ou algumas outras opções eletrônicas. Recomendo, clique aqui para ter acesso ao link e sumário do livro!!!

Até agora, muitos capítulos chamaram demaissss a minha atenção, mas dois em especial são aqueles do tipo “foram feitos pra mim”. Um deles é o que inspirou o título desse post, e fala sobre a pergunta que toda mãe deve responder.

Como mães, somos desafiadas diariamente com várias perguntas. Você vai amamentar? Vai dar papinha industrializada? Com quantos anos vai dar Danoninho… ou melhor, você VAI dar Danoninho? Vai colocar na escola antes dos 5 anos? Como será o cultinho em casa? Independente do grau de importância dessas questões cotidianas, o tempo todo temos que tomar decisões referentes a elas. Mas, no centro de tudo, está uma crucial: Eu vou me sacrificar pelos meus filhos?

Essa pergunta, aaaah… ela é diferente das outras. Porque ela não é respondida uma única vez. Ela é respondida todos os dias…. em muitos momentos.

Precisamos responder a essa pergunta quando nosso bebê chora de madrugada, interrompendo meu sono tão esperado e necessário. Precisamos respondê-la quando o bebê, cansado e irritado por estar em um ambiente estranho, não dorme do jeito que dorme em casa e isso me priva de aproveitar uma festa, o culto, ou qualquer outra ocasião especial. Precisamos pensar nela quando estamos esgotadas, completamente esgotadas, ameaçando sentar no sofá pela primeira vez no dia…. e meu pequeno filho apronta alguma arte que requer minha disciplina, ou melhor, minha PACIENTE intervenção e disciplina.

No exercício da maternidade, essa pergunta é respondida toda vez que uma necessidade dos meus filhos precisa ser atendida antes das minhas (ou seja…. QUASE TODA HORA! Rs).

Puxa, como isso chamou a minha atenção. Como mãe, é natural que seja eu a pessoa a atender as necessidades dos meus filhos. Eu já deixei de aproveitar eventos especiais fora de casa porque eles deram algum tipo de chilique que fizeram com que eu – a mãe- ficasse isolada dos outros para atendê-los. Já deixei de atender inúmeros (inúmeros!!!) telefonemas porque estava amamentando, dando banho, trocando fralda ou procurando um brinquedo. Já comi comida fria. Rsrs… ah sim, e também preciso comentar que já tive que parar três vezes desde que comecei a escrever esse post: porque a massinha acabou, ela terminou o quebra-cabeças e queria muito pintar o desenho do gatinho….

…. Mas, eu confesso que com muita frequência, enquanto eu faço tudo isso por eles (“cumpro a tarefa”), meu coração não está com a melhor das atitudes. “Ah, se eu pudesse tomar um banho agora…. se eu pudesse fazer meu pé, minha mão, meu cabelo, uma massagem de duas horas….” ou então até desejos que não são assim tão centrados em mim: “Ah, se eu pudesse pelo menos cozinhar sem interrupção!!!!” – são pensamentos que comumente invadem o meu coração.

Lendo esse livro, fui lembrada de algo essencial: essa pergunta diária que devo responder, com tanta frequência, não trata apenas das minhas obrigações e tarefas – ela também abrange o meu coração, a minha atitude diante de tudo isso. Dessa forma, essa simples pergunta “Eu vou me sacrificar pelos meus filhos?” , na verdade deve ser interpretada como “Eu vou, com alegria, oferecer minhas necessidades como sacrifício ao Senhor, em benefício dos meus filhos?”

Ai ai….

Esse é o lance. A pergunta diária, que toda mãe deve responder, deve ser respondida todos os dias – e com alegria. Sim, porque a maternidade não é tratar apenas daqueles gestos enormes e dramáticos de sacrifício que lemos por aí de vez em quando, mas são esses pequenos sacrifícios, diários, insignificantes ou até mesmo invisíveis para a maioria… que refletem o nosso coração.

Há alguns dias, quase morri de vergonha de mim mesma. Minha filha saiu da piscina com frio e doida para trocar de roupa…. exatamente na hora em que eu estava entrando no MEU banho.  “Você vai se sacrificar pelos seus filhos?” Lógico que adiei meus planos e fui acudi-la. Não exatamente de bom humor, mas fui. Durante o banho dela, ela começou com um chiliquinho, manha pura, eu peguei o sabonete e ela é que queria segurar. Foi o suficiente para ela começar a chorar muito brava… e eu, a adulta da relação, rsrs, fiz pior que ela. Fiquei muito brava e falei pra ela que era melhor ela parar de chorar, porque EU tinha deixado de tomar o MEU banho por causa dela e não ia aguentar isso!!!

Me senti a mais idiota das criaturas, e também a pior das mães. Uma bocó, para te falar bem a verdade. Logicamente, a Ester não entendeu nada. Muito menos parou de chorar. E no mesmo instante em que eu disse aquelas palavras pra ela, eu me liguei que minha “atividade” estava correta: eu estava fazendo o que eu deveria fazer, mas a minha atitude….. estava péssima. Pedi perdão mil vezes depois pela minha atitude completamente egoísta e infantil. E percebi que em muitas ocasiões eu respondia à pergunta só com a metade de mim – a metade externa. Mas Deus me quer como mãe por inteiro!!

Sacrificar-se… É o chamado que Deus tem para as mães, e para os pais também! Jesus disse que aqueles que vivem para si mesmos tem uma vida vazia, mas quem dá a sua vida em benefício de outros vai experimentar a verdadeira vida. Como pais, temos inúmeras oportunidades de praticar isso. Todos os dias.

Que Deus nos ajude e nos encha de Sua graça para obedecermos esse chamado tão nobre e vivermos para Ele e para eles!

Uma ótima semana a todas

Naná