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Uma cartinha para o João… em seu segundo aniversário

julho 6, 2015

Filho!

Nem acredito. Ainda ontem eu estava aqui refletindo sobre a derrota emblemática do Brasil contra a Alemanha na sua cartinha de 01 ano e hoje você está aí, todo moleque,risonho que só, dois anos, correndo pela casa toda e falando suas tão esperadas primeiras palavras.

Acompanhar seu desenvolvimento esse ano foi cheio de alegrias e surpresas, e eu me sinto verdadeiramente privilegiada por ter visto tudo isso de pertinho, independente da ordem em que suas primeiras palavras foram saindo (falar café antes de falar mamãe foi um desaforo, mas eu já superei! Hehehe).

Esse seu segundo ano de vida foi movimentado! O molequinho que existe em você se libertou, e aquele bebê pacato e dorminhoco que passava horas sentado batendo um mesmo brinquedo no chão deu lugar a um furacãozinho, que insistiu em aprender a correr antes mesmo de aprender a andar, e que tão logo desenvolveu as habilidades mínimas de andar e subir degraus, já estava escalando o sofá, a cama, o berço, o cadeirão, e qualquer coisa alta que estivesse disponível. Ou seja… foi também um ano de tombos, hematomas, e de me fazer pensar seriamente em desenvolver um capacete emborrachado para essa sua fase. Meninos!

Também experimentei um pouco da sua ira, quando lá pelos seus 15 meses de vida, você simplesmente resolveu que alimento era para os fracos e que, na qualidade de ser superior, você não precisaria mais dele para o seu crescimento… e fechou a boca!! Filho, o que foi aquilo???? Sério… o que foi aquilo. Como fico feliz em escrever essa carta já no passado, sabendo que essa fase passou, e que embora você não seja assim um devorador de comida como é a sua irmã miúda, pelo menos voltou a comer, e tem feito isso de forma regular. UFA! Foram exatos 29 dias de João sem fome, sem aceitar nada diferente de leite, bolacha e suco, e o pior (ou melhor?) é que não perdia peso…

Um dia vou te contar em detalhes o quanto isso foi difícil pra mim, e o quanto eu percebi minhas fragilidades e falhas como mãe. Percebi que era uma mamãe boazinha quando tudo acontecia do meu jeito e quando meus filhos me agradavam; e que eu era uma mamãe orgulhosa, muito orgulhosa, que achava que tinha que dar conta de tudo sozinha e ter os filhos perfeitamente alimentados, com refeições balanceadas em todas as refeições. Quando isso saiu do meu controle… Perdi a cabeça. Deus trabalhou demais comigo em meio a essa sua greve de fome, você nem imagina o quanto.  Então eu até te agradeço por isso filho, mas assim… eu acho que já aprendi ok? Não me inventa isso de novo!!! Hehehe

Foi também o ano de algumas medidas importantes de amadurecimento. Mamãe voltou a trabalhar, e com isso você também foi para a escola, junto com a Teté, que já ia. Foi difícil o começo, mas vê-lo todo feliz todos os dias arrastando sua mochilinha e correndo (sempre correndo, já reparou? É um mini maratonista!) quando entra e quando sai da escola enche o meu coração de alegria!!  Além disso, lá na escola o seu apelido  – JOÃO FURACÃO – também  me dá indícios de que você está assim… bastante adaptado, eu diria! Hehe

E teve ainda o fim do assunto chupeta!! Sim, mais cedo do que eu esperava, e pegou a todos nós de surpresa. Um belo dia você resolveu morder sua chupeta até furá-la por completo, e não aceitou nenhuma outra… mas queria aquela! Foram quatro horas (exatas, não tem exagero não) para dormir na primeira noite, eu e o seu pai beiramos o pânico naquele dia, hahaha, mas você nos surpreendeu ao dormir assustadoramente mais rápido na segunda noite, e na quinta noite o assunto já estava resolvido. Parabéns filhote! Podem parecer conquistas pequenas para quem já é grandão, mas para você são marcos importantes, e puxa, como eu fico feliz por fazer parte de tudo isso!!

Bom… isso foi um resumão do que se passou nesse último ano. Pensando no que eu poderia deixar registrado de especial nessa cartinha de dois anos, quero me basear em algo que aconteceu alguns dias antes desse seu aniversário, e que provavelmente você vai reparar nas fotos daqui a alguns anos: o seu primeiro corte de cabelo.

Papai e mamãe resolveram que era hora de você finalmente ter o seu primeiro corte de cabelo, e que seria muito legal fazer isso antes da sua festinha, para que você já saísse nas fotos de cabelo novo etc etc enfim, essa coisa toda que os pais inventam. Pois bem, acontece que a gente não conhecia nenhum cabeleireiro infantil por aqui, o da sua irmã é em São Paulo, e diante da urgência que criamos para essa necessidade… tudo isso nos levou a decidir que cortaríamos seu cabelo por aqui mesmo, e foi então que papai e mamãe (juntos, sempre juntos, jamais dissociarei os dois dessa decisão! Hahaha) decidiram marcar no tiozinho do salão do prédio, recém-inaugurado, e que com toda pompa disse que era PhD em cortes infantis.

Acontece, filho… que ele não era! Então seu primeiro corte de cabelo saiu assim ligeiramente aquém das nossas expectativas. Você chorou o tempo todo, não teve Galinha Pintadinha nem Turma do Cristãozinho que resolvesse, e como se não bastasse tudo isso, o suposto PhD em cortes infantis desceu a tesoura nas laterais do seu cabelo de um jeito inexplicável, e ainda quis me convencer que tinha ficado daquele jeito porque você não tinha muito cabelo!!!

Enfim. Saí de lá arrasada. Subi o elevador torcendo para que o seu pai não reparasse – HA-HA-HA. Foi a primeira coisa que ele fez, e nós passamos o restante da tarde e da noite olhando para você pensando em como consertar seu novo cabelinho, e se haveria conserto. Chegamos a uma conclusão: só o tempo mesmo, filho… vai crescer, e você não vai lembrar! Hehehe… ai ai

Em meio a tudo isso, algo saltou aos meus olhos: sua postura de criança. Embora naturalmente assustado com o ambiente, a tesoura, o moço maluco e tudo mais, depois do corte você estava como sempre: alegre, animado, brincando, curtindo tudo, sorrindo e nos abraçando. Mesmo de cabelinho torto, você continuava como sempre foi… tendo tudo o que precisa e ama por perto, o cabelo não importava!

“Mas Jesus chamou a si as crianças e disse: Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. Digo a verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele”. (Lucas 18:16-17)

Filho, o que eu desejo para você é exatamente isso. Que Deus te dê a força e a graça necessárias para crescer de tal forma que, independente de qualquer circunstância, sua escolha seja sempre a de estar alegre. Eu sei que essa dependência que hoje você tem de mim vai – e deve- passar um dia, mas a minha oração é que ela aumente a cada dia em relação ao nosso Pai Celestial. Sim, porque a mamãe erra… mas Ele? Ah… com Ele não tem erro. Depender dEle, descansar nEle, alegrar-se nEle, é a melhor escolha que você pode fazer na vida.

Fazendo isso, tanto faz se o dia foi bom ou ruim na escola; tanto faz se você foi o primeiro ou o último a ser escolhido para o time de futebol; tanto faz se seus amigos rirem de você porque você escolheu ser diferente e mantém sua vida pura e íntegra: tendo tudo o que precisa e ama por perto (e Deus é tudo de que você precisa!!), nada disso importará, e você poderá continuar seguindo a sua vida na dependência daquEle que te ama infinitamente, e que já tem o seu rumo traçado, os seus dias definidos e um plano maior, muito maior do que qualquer circunstância difícil que cruzar o seu caminho.

Dependência é uma palavra que o pessoal adulto geralmente não gosta, mas vai por mim, quando ela é relacionada ao Deus Perfeito e Criador de todas as coisas, ela é uma virtude a ser perseguida, e poupa a gente de muita dor de cabeça e preocupações desnecessárias.  Quanto mais cedo aprender isso, melhor! Nada nessa vida me alegrará mais do que ver você e a sua irmã buscando seguir, servir e depender daquEle por meio de quem todas as coisas existem: o nosso Deus!

Quanto ao mais, agradeço por finalmente ter me deixado começar a escovar os seus dentes sem antes travar comigo uma árdua batalha; um dia você ainda vai me agradecer por ter insistido todos os dias apesar dos constantes chutes e gritos de revolta. Se você acha que eu acabei, haha, vá se preparando, pois para esse ano teremos novidades… vamos aposentar as mamadeiras e substituir as fraldas por cuecas e pelo vaso sanitário… não diga que não avisei antes!!

Te amo, filhotinho, você não imagina o quanto. Meu coração se enche de alegria ao ver o quanto Deus tem abençoado a minha vida com você e com a Ester. Hoje vejo razão e sabedoria na mãe que disse que os dias de uma mãe de filhos pequenos são muito longos, mas os anos são curtos. Vocês crescem rápido demais… rápido demais. Só peço a Deus sabedoria, saúde e graça para aproveitar tudo isso ao máximo. E, no seu caso, muita energia também, porque eu nunca vi menininho mais enérgico!!!

Um beijo com todo o meu amor,

Mamãe

 

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A rainha de Sabá

junho 24, 2015

“Tendo a rainha de Sabá ouvido a fama de Salomão, com respeito ao nome do Senhor, veio prová-lo com perguntas difíceis.” (1 Reis 10:1)

Olá! Hoje cedo, em minha devocional, li um trecho da Bíblia que me chamou a atenção, pois nunca tinha olhado para ele dessa forma. Isso é sempre fantástico, não é? Não importa quantas vezes lemos a Palavra, sempre aprendemos alguma coisa nova com ela. Decidi compartilhar com vocês o que li hoje. Foi extraído do livro “Mulheres que amaram a Deus – 365 dias com as mulheres da Bíblia” (Elizabeth George, 2001 – United Press), e espero que sirva para sua edificação como serviu para mim!

No século 6 aC, não existia uma rede de divulgação de notícias sobre Salomão, rei de Israel. As informações eram passadas bem devagar, conforme o passo das pessoas ou o andar dos camelos e jumentos. Lentamente, as notícias sobre esse rei sábio que servia a um Deus poderoso chegaram até Sabá, localizada a quase dois mil quilômetros ao sul de Jerusalém. Sentada em seu palácio, a rainha de Sabá deve ter refletido cuidadosamente sobre as várias informações recebidas. Certamente, ninguém poderia ser tão sábio e nenhum deus tão extraordinário assim…. mas, e se fosse verdade? As informações poderiam ser verdadeiras! Ela precisava ver com os próprios olhos.

A viagem a Jerusalém foi longa e dispendiosa. Os estudiosos calculam que a comitiva, composta de soldados, presentes, animais, suprimentos e servos viajou mais de 30km por dia durante 75 dias. Mas nada disso importava! Nenhum esforço era grande demais e nenhum preço alto demais em se tratando de assunto referente a sabedoria! E assim, aquela rainha partiu para Israel.

Quanto maior o esforço, mais doce será o sabor do prêmio. Quanto mais alto o preço, mais valioso  seu tesouro. Assim é com a sabedoria! Reflita sobre o esforço que você empreende para adquirir sabedoria. Você passa cinco minutos do seu dia lendo um capítulo de Provérbios, o livro da sabedoria da Bíblia? Esforça-se para participar de aulas, palestras ou seminários dirigidos por pessoas sábias e piedosas? Reserva um tempo em sua agenda para pedir conselhos a uma pessoa sábia? Gosta de passar um final de semana participando de alguma conferência que a ajude a tornar-se sábia nos caminhos de Deus?

Vivemos em uma sociedade comodista, de recompensas instantâneas. Queremos obter os resultados sem esforço, e queremos já! No entanto, vemos no exemplo da Rainha de Sabá uma disposição para sacrificar-se e empenhar-se, realizando o possível na tentativa de encontrar respostas para as questões da vida. Siga hoje o exemplo dessa mulher e tente obter uma preciosa pérola de sabedoria… e amanhã adicione outra… e depois mais outra! A sabedoria, essa sim, é o verdadeiro ornamento da alma!

Enfim… como tudo isso é verdade, em tudo. Já comentei algo mais ou menos assim em outro post, o “Emagrecer ou ser emagrecida?”: nós queremos o resultado sem passar pelo processo. Queremos um corpo saudável comendo de tudo e sem se exercitar. Queremos uma casa arrumada sem colocar a mão na massa (ou sem pagar pelo serviço). Queremos filhos obedientes sem termos o trabalho diário e exaustivo de colocá-los na linha e ensiná-los o certo muitas e muitas vezes ao dia. Mas já sabemos que não funciona. Sem trabalho árduo (e sem a graça de Cristo!), não há recompensa.

E assim é também com a sabedoria. Se você deseja ser sábia, deve buscar a sabedoria. E isso envolve ação, decisão, investimento de tempo. Envolve desligar a televisão, fechar as redes sociais um pouquinho (ou um belo tanto rsrs), e tudo isso diariamente… e se concentrar naquilo que é eterno, que vai te levar para o seu objetivo.

Que Deus nos ajude a buscar a sabedoria e ter a disciplina e coerência necessárias para escolher as atitudes que vão nos levar para isso!

Uma boa semana a todas!

Beijos,

Naná

 

Por um fim às guerras maternas parte 04- Afinal, o que é essencial?

maio 6, 2015

FATO: Se seus filhos não souberem ler aos 4 anos, há uma chance de 95% deles acabarem viciados em drogas e desabrigados.

FATO: Se seus filhos comem comida industrializada, a chance deles contraírem uma rara, degenerativa e fatal doença antes da adolescência é de 85%.

FATO: Se você não acorda ao nascer do sol para ter seu momento de culto doméstico com seus filhos, você provavelmente não é cristã.

FATO: Se seus filhos assistem mais do que 10 minutos de televisão diariamente, há uma chance de 75% deles integrarem uma gangue violenta na adolescência.

Obviamente, os “fatos” listados acima não são verídicos. Mas, como temos visto com frequência, a internet tem sido uma ferramenta incrível para as pessoas se compararem umas às outras, especialmente as mães. E, como boas mulheres (e pecadoras) que somos, não nos contentamos apenas em comparar: botamos defeito, invejamos ou detonamos quem faz diferente do que fazemos, seja para “melhor” ou para “pior”.

Veja, não há problema em ler posts e blogs da internet sobre a maternidade ou sobre qualquer outro assunto. O problema está na tendência incrível que temos de entrar em pânico e sentir-se um verdadeiro desastre quando lemos blogs de mães ou vemos postagens no facebook, instagram, pinterest ou qualquer outra rede social.

Queridas mães, o que Deus deseja de nós é que relaxemos como mães. Li uma vez e nunca esqueci: fazer pães caseiros diariamente para os filhos não é requisito de Deus para que sejamos mães piedosas. Costurar e fazer as roupas dos filhos também não. Deus não espera que as mães comprem apenas alimentos orgânicos, façam scrapbook, jardinagem, façam uma horta ou nunca jamais deem comida industrializada para os filhos. Veja, não há absolutamente NADA errado em nada disso, mas admita: na descrição bíblica do seu papel de mãe, não existe nenhuma dessas coisas. Ou seja, no fundo, no fundo… não é essencial.

O grande ponto do que é essencial é que, se formos olhar na Bíblia, ele é muito simples. Muito, muito simples. E por isso é que parece pouco; aí criamos demandas a mais, nos sobrecarregamos por acharmos que temos que dar conta de todas elas, perdemos o foco do que realmente importa, ficamos exaustas… e não fazemos a essência do que Deus pede! Então vamos lá, o que, afinal, é essencial na maternidade??

“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Marcos 12:30)

“[…] amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada” (Tito 2:4-5)

  • Ame a Deus. Isso significa que, por amá-lo, você se empenha em encontrar algum tempo durante o dia para encontrar-se com Ele. Ter seu tempo a sós com Deus, ler a Sua Palavra, orar, adorá-lo, entregar a Ele seus anseios e preocupações. Não precisa ser antes de seus filhos e maridos acordarem. Não precisa ser antes do nascer do sol, de madrugada. Seu papel é amar a Deus. Como você vai fazer e demonstrar isso pode ter milhões de jeitos diferentes. Encontre o que se encaixa na sua rotina e faça disso uma prioridade. Faz parte do papel!!
  • Ame seu marido.  O Segundo essencial na maternidade é amar e servir o seu marido. Os maridos também devem fazer o mesmo por suas esposas, mas isso é assunto para outro blog. Se ele realmente gosta de pão caseiro, talvez seja mesmo uma boa você fazer pra ele. Mas não faça pão em casa simplesmente porque viu outras mães postando foto dos seus pães e banquetes no Facebook. Amar o marido é essencial… e no meu caso especificamente, um pão francês fresquinho da padaria faz muito mais por ele do que eu me atrever a fazer um pão em casa!!
  • Ame seus filhos. Seu papel e chamado como mãe é amar seus filhos e ensiná-los a amar a Deus. Eles não precisam falar latim e alemão antes dos seis anos. Se eles aprenderem, parabéns pra você! Mas isso é um bônus, não faz parte da descrição do seu trabalho. Seu papel é simplesmente amá-los de todo o seu (exausto) coração, e ensiná-los os caminhos do Senhor. E, acredite, isso já é um chamado e função extraordinários. Não acrescente a isso outras coisas extravagantes, que vão tornar sua vida ainda mais difícil e estressante. Se você quiser ensinar seus filhos a costurar, ótimo. Mas não se entupa de culpa de eles não estiverem fazendo as próprias roupas aos 10 anos. Lembre-se, não é essencial.

Mães, Jesus quer que descansemos nEle. Ele quer que as mães… relaxem! Seu fardo é  suave e seu jugo é leve. Não gastemos nosso tempo e energia nos comparando a outras mães. Não tentemos  ser algo que Deus não nos chamou para ser!! Se os blogs maternos ou redes sociais estão fazendo com que você se sinta mal ou culpada sobre o seu papel, pare de lê-los! Permaneçamos fiéis naquilo que Ele de fato nos chamou para ser e fazer, e tenha certeza de que, se estivermos alinhadas com o que realmente importa, Ele se agradará de nós. Quando seus filhos estiverem dormindo, não se sintam culpadas por tirarem uma soneca, assistirem um pouco de TV, pintarem o Jardim Secreto (minha nova modinha! Hahaha) ou fazer qualquer outra coisa que vocês realmente gostem!!!

Ame a Deus, ame seu marido, ame seus filhos. Que Ele nos ajude a focar no essencial, simplificar, parar de brigar umas com as outras… e relaxar!

Beijos a todas

Naná

Por um fim às guerras maternas parte 03- A mãe da pizza

abril 24, 2015

Olá!! Depois de muitos e muitos contratempos e novidades… aqui estou!! Fiquei frustradíssima por não ter conseguido escrever antes, mas não deu mesmo. Enfim, conto com suas desculpas e sigo alegremente para continuar a série com os dois posts que faltam.

Relembrando…

“Recentemente, li uma história sobre uma mãe que leu na agenda que a tarefa de casa do filho seria mandar para a escola algo que começasse com a letra P, que era a primeira letra do nome dele. Ela, que também era mãe de outras duas crianças, leu o recado, mas esqueceu-se completamente do fato, já que estava meio enlouquecida com uma reforma na casa e uma recém-nascida para cuidar.

No dia seguinte, o filho entrou no carro todo animado e perguntou, mãe, o que vou levar para a escola?? Ela, apavorada, voltou correndo para dentro de casa e achou no corredor um Pônei, brinquedo da irmã dele, e não pensou duas vezes: Pônei! Letra P! É isso mesmo. Pegou o objeto e entregou para o filho.

Chegando na escola, o menino exclamou: olha, mãe! Meu amigo, Pedro!!! A mãe olhou, e lá estava o Pedro, andando todo feliz, com sua mãe vindo logo atrás dele… com Pizzas de Pepperoni para todos os coleguinhas da classe!!!!”

No post passado, que você pode ler ou reler aqui, identificamos dois tipos de mãe nessa história: a do pônei e a da pizza. Falamos sobre a do pônei, e sobre o desafio que temos de fazer tudo com gratidão (sem invejar), para Ele (e não para impressionar ninguém ao meu redor), e de todo o coração (isto é, diligentemente! Simplifique, mas não largue mão….).

Hoje quero falar da mãe da pizza.

Não há problema nenhum em ser a mãe da pizza. Nenhum mesmo! Deus nos dá diferentes talentos, e as habilidades manuais, sejam elas artísticas, culinárias ou de qualquer outra natureza, podem e devem ser empregadas em nossa função de mãe. Não há nada de errado em ser caprichosa, prendada, gostar de fazer as comidas dos filhos, fazer bolos ao invés de comprá-los nos aniversários, virar a noite pregando botão na almofadinha que será dada na lembrancinha do chá de bebê da segunda filha, bordar as toalhas da família, etc etc… muito pelo contrário, isso tudo é muito legal!!

O problema nós criamos quando a nossa postura nos faz pecar, mais ou menos assim:

  1. Orgulho – eu sou demais! Eu faço tudo mesmo. Sei fazer tudo. Faço para todo mundo ver. Eu não admito, mas aaah…. quando eu faço, fico logo esperando um elogio. E não é possível que ninguém vá elogiar, porque está perfeito! Eu sou demais. Meus filhos tem sorte por terem uma mãe como eu. Imagina, um pônei?? Eu não teria coragem…. que bom que eu sou a mãe dos meus filhos.
  2. “Fiz postei” – é a exibida virtual: aaaah minha pizza já está pronta?? Traz o celular, vou fotografar e postar. Estou morta e acabada passei o dia em função disso, mas vou postar que fiz rapidinho. Acho que vai ter um monte de curtidas! Tomara. Será que vai bater o número de curtidas da última vez?? Só posto fotos lindas de comidas maravilhosas e mantas bem acabadas. Minhas olheiras eu não mostro pra ninguém. Minhas redes sociais são um mundo encantado, as pessoas devem me invejar…
  3. Reclamação – eu fiz tudo perfeito e ninguém falou nada???? Eu me MATO pra fazer tudo e ninguém fala nada???? Estou exausta acabada e ninguém… fala nada???
  4. Maledicência – já exemplificada em todas as frases anteriores!

Muitas outras reações pecaminosas são possíveis, mas o termo PECAMINOSAS nos passa batido essas e muitas outras vezes. Sim, no centro das guerrinhas maternas existe o pecado, e existe um termo incrível que apareceu várias vezes nas descrições acima: EU. Quando entramos em discussões sobre quem está certo, quem está errado, quando olhamos para outras mães querendo comparar nosso desempenho, ou nossos filhos, seja para melhor ou para pior, precisamos reconhecer: ERRAMOS O ALVO!! E essa é a definição de pecado. Demos lugar ao nosso EU e estamos querendo alimentá-lo, adorá-lo a todo custo. Bem longe do que Deus quer de nós como mães, não é mesmo?

O desafio da mãe da pizza  é tirar os olhos de si mesma, voltar os olhos para Deus, para o que é essencial, e usar seus dons e talentos para a glória de Deus! Veja, se aprendemos que as mães do pônei não devem invejar, as da pizza não devem humilhar! Não há problema em postar fotos do que você faz para ou com os seus filhos, mas pense: o que está no seu coração quando faz isso?? O que te motiva a postar??? E o que você espera obter com isso?? Aplausos???? Mostrar quão “perfeita” você é?

Devemos nos lembrar sempre de que Deus é nossa fonte de energia para toda e qualquer coisa que fazemos, inclusive na maternidade, e equilibrar isso caprichando sim, dando o melhor de nós, mas sem se vangloriar, e  trabalhando diligentemente… sem se extenuar, pois Deus não pede colcha de fuxico nem docinhos de festa feitos em casa para nenhuma de nós.

“Tudo que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Colossenses 3:23)

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:10)

Assim como para a mãe do pônei, o desafio não é tão simples quanto parece. Precisamos de humildade, e eis uma virtude difícil de ser conquistada!! Mas não é impossível, e eu creio que é libertadora. Que Deus nos ajude!

No próximo post, venho terminar a série respondendo à pergunta: afinal, o que é essencial??

Beijos a todas e um ótimo final de semana!

Naná

Pizzada em casa – faça tudo, inclusive a massa!

fevereiro 27, 2015

Oi pessoal!! Há algumas semanas, reunimos alguns casais de amigos para fazer uma pizzada. A diferença é que fizemos tudo, desde a massa até as coberturas. Foi muito legal, muito mesmo! Aliás, nós formamos uma confraria, que é aquele grupo de pessoas que se reúnem periodicamente para comer e/ou beber, já ouviram falar? No nosso caso, é pra comer e cozinhar, haha, já que todos gostamos muito dessas duas atividades. Aquele almoço natalino que fizemos, e que postei fotos e todas as receitas aqui no final do ano passado, foi a inauguração da confraria, e combinei com os integrantes que todas as receitas e encontros que fizermos serão devidamente divulgados aqui no blog, assim a gente compartilha e quem sabe até não inspira algum evento seu?!

Para a pizzada, a única coisa que tínhamos certeza é de que queríamos todos aprender a fazer a massa. Uma amiga conseguiu uma receita de um livro italiano de pizza, e junto com a versão de massa do sogro, ela e o marido criaram uma receita meio própria, haha, que deu muito certo! Confiram:

MASSA DE PIZZA – RENDE CINCO DISCOS GRANDES (8 fatias)

1kg de farinha especial puríssima (Renata ou Dona Benta), peneirada + 2 envelopes de 10g de melhorador de farinha para pizza (acha facinho em supermercado, pode acreditar!);

Aquecer numa panela pequena: 2 copos de água, 2 colheres de chá de sal, 2 colheres de café de açúcar, 6 colheres de chá de azeite extravirgem, 2 envelopes de 10g de fermento biológico em pó. Mexer bem para dissolver o fermento, a mistura não deve ferver, no máximo ficar morna/quente (é rápido!);

Adicionar a mistura na farinha, despejando a água aos poucos;

Sovar a massa até ficar macia e desgrudar das mãos;

Fazer um rolo com a massa e cortar em 5 partes iguais;

Deixar a massa descansar por 1 hora (coberta);

Abrir cada parte da massa em um disco de pizza e levar para pré-assar (tirar o aspecto de crua, mas sem assar demais!! Em forno a lenha, 5 minutos são suficientes).

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A parte da massa foi responsabilidade masculina, a gente aparecia na cozinha só para tirar umas fotos e ver o andamento (normal né, aquela supervisionada quando tem homem na cozinha haha). Ficou muito boa!! Fizemos o encontro na casa dos meus sogros e eles tem forno a lenha, então assamos as massas do jeito mais pizzaria possível e o resultado foi fantástico! Mas, se você não tiver, não tem nenhuuuum problema, faça no forno a gás, os autores da receita fizeram antes para testar e também deu certo!

Bom, depois da massa, é importante pensar no molho. Optamos pela receita mais fácil possível e, na minha opinião, a melhor para pizzas. Basta pegar uns oito tomates italianos bem maduros, tirar as sementes, e batê-los no liquidificador com um (ou dois se você for guerreira) dente de alho, sal, orégano e manjericão a gosto! Prontinho! Sem panela, sem fogão, fica uma delícia para forrar a pizza para receber as coberturas. Mais fácil impossível!

Quanto aos sabores das pizzas, éramos em oito (seis da confraria e meus sogros), então decidimos fazer 5 pizzas salgadas e 2 doces. Sim, é uma quantidade incrível. Sim, sobrou. Sim, saímos rolando! Hahaha… mas estávamos empolgados, perdemos a cabeça e tal, acontece. Os sabores escolhidos foram:

Salgadas:

Queijo brie com parma : molho de tomate, queijo muçarela, queijo brie, e fatias de presunto de parma. Importante: deixe para colocar o parma nos últimos instantes da pizza no forno, senão ele fica esquisito e compromete o sabor da pizza. 4

Shitake: inovadora, mas o lance da confraria é inovar! Dar uma refogada no shitake com manteiga, limão e temperinhos. Depois: molho de tomate, queijo muçarela, shitake. Orégano só depois que a pizza sai do forno! Aprendi na confraria! hehe

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Caprese: aquela bonita, que a Bráz inventou e hoje em dia o mundo todo copia. Molho de tomate, queijo muçarela, rodelas de tomate com muçarela de búfala, pesto de azeitonas pretas (compramos pronto, o da La Pastina e o da La Violetera são top) e uma folha grande e bonita de manjericão. Atenção! A bolinha de tomate, búfala, pesto e manjericão só são colocadas na pizza depois que ela sai do forno também. Caso contrário, o manjericão definha, fica horroroso.

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Camarão com catupiry (eu sei, eu sei, eu também nunca tinha ouvido falar, mas confraria é um lance democrático, a colega pediu e tal… hahahahah): Molho de tomate, catupiry, camarões refogados, mais catupiry! Quem gosta de camarão amou a pizza.

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Alho poró com palmito e peito de peru: Molho de tomate, queijo muçarela, um vidro de palmito picado, um alho poró refogadinho rapidinho no azeite, peito de peru picadinho e um toque de catupiry.

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Doces:

Tenho algo a falar sobre as doces. Eu acabei “assumindo” essa parte, não apitei muito nas salgadas já que meu sangue é 90% glicose hehehe. Já tínhamos decidido que uma das pizzas seria de brigadeiro, e se você ainda não provou a de brigadeiro com MM´s da Pizza Hut, PRECISAAAA provar, é a melhor do cosmos, coisa de louco mesmo (mas devo avisar que você tem que ser resistente a doces intensos hahaha). Então me inspirei nela. Para a outra, eu tinha na minha cabeça brigadeiro branco com morangos, mas na véspera do nosso encontro, fiquei navegando pela internet para tentar descobrir um jeito de dar um “raio gourmetizador” nessa pizza, e foi aí que descobri a pizza doce mais premiada de São Paulo, da Dona Veridiana, que consiste em nada mais, nada menos que chocolate branco Lindt, queijo brie, e frutas vermelhas. Ploft. Um escândalo de boa.

Fizemos a nossa versão das duas:

– Brigadeiro com MM´s – para uma pizza grande, 01 lata de leite condensado é suficiente, fiz um brigadeiro mole acrescido de um pouquinho de leite para que ele ficasse bem espalhável, cobri com muitos MM´s e forno! Delícia, o MM deixa a pizza crocante, aiai… mas é bom avisar, ela é BEM doce. Não vou citar nomes, mas um dos membros da confraria teve que correr para beber muita água depois, não aguentou… mas acho que foi mais por causa dos cinco pedaços anteriores do que por causa dela! hehehe

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– Chocolate branco, frutas vermelhas e queijo brie – Primeiro o “molho”: fiz uma calda com duas bandejas de morango, meia bandeja de framboesas congeladas (use a fresca se quiser, optei pela congelada porque já tinha em casa) e duas xícaras de chá de açúcar. Fogo baixo, mexendo sempre, até dar uma reduzida e chegar numa consistência que não é a de geleia, é mais rala e líquida. Colocamos toda a calda na pizza, cobrimos com dois tabletes de chocolate branco (Galak mesmo tá pessoal, Lindt não rolou dessa vez rsrs), pedaços pequenos de queijo brie (ele é importante, além de dar um toque gourmet também quebra um pouco o doce do chocolate branco… fora que queijo brie com frutas vermelhas tem TUUUDO A VER, não deixe de colocar não!), e finalizamos com algumas frutas frescas que separei antes de fazer a calda. Forno, pronto! Delícia… delícia mesmo. Mesmo sendo brigadeiroholic devo admitir que deu de 10 na outra.

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E aí, gostaram? Nós aproveitamos muito. O encontro começou às 17h e foi até a meia-noite. Somos três famílias com filhos pequenos, então teve pausa para banho, pausa para papinha, para jantar, para amamentar, para colocar para dormir, para separar a disputa pelo mesmo brinquedo, para brincar de abrir massa de pizza com as meninas (elas montaram a pizza delas, foi tããão fofo!), então rolou naquela dinâmica gostosa que só quem está ou já esteve na mesma fase entende. Preferimos assim!

Isso tudo foi no final de janeiro e, acredite, desde então não como pizza. Haha… não só porque comi DEMAIS naquele dia, mas porque tem aquele lance metidinho de que, uma vez que você sabe fazer, você fica mais exigente, não come qualquer pizza e tal… hahahah brincadeira! Na verdade acho que foi mais por falta de oportunidade mesmo. Já estamos ansiosos pelo próximo encontro da confraria, que será um almoço francês no final de março. Temos o cardápio definido, aguardem que assim que o evento passar eu venho contar como foi, apresentar o cardápio e compartilhar as receitas!

Beijos e bom final de semana!! Deu vontade?? Arrisque, faça a pizza e venha me contar como foi!

Naná

Por um fim às guerras maternas parte 02- Um pônei e duas mães em guerra

fevereiro 25, 2015

Recentemente, li uma história sobre uma mãe que leu na agenda que a tarefa de casa do filho seria mandar para a escola algo que começasse com a letra P, que era a primeira letra do nome dele. Ela, que também era mãe de outras duas crianças, leu o recado, mas esqueceu-se completamente do fato, já que estava meio enlouquecida com uma reforma na casa e uma recém-nascida para cuidar.

No dia seguinte, o filho entrou no carro todo animado e perguntou, mãe, o que vou levar para a escola?? Ela, apavorada, voltou correndo para dentro de casa e achou no corredor um Pônei, brinquedo da irmã dele, e não pensou duas vezes: Pônei! Letra P! É isso mesmo. Pegou o objeto e entregou para o filho.

Chegando na escola, o menino exclamou: olha, mãe! Meu amigo, Pedro!!! A mãe olhou, e lá estava o Pedro, andando todo feliz, com sua mãe vindo logo atrás dele… com Pizzas de Pepperoni para todos os coleguinhas da classe!!!!

Hehe… essa história chamou minha atenção por um motivo muito óbvio: ela desencadeou em mim uma reação. Deve ter provocado alguma em você também, não? Confesso que a minha foi “HAAAA se eu fosse a mãe do pônei eu iria pra casa arrasada…..” – e não é exatamente uma reação correta.

Gostaria de pensar com vocês no seguinte nesse segundo post: independente de qual “estilo” de maternidade você tenha (e aqui vou definir estilo como um padrão de conduta e comportamento em assuntos de maternidade que seja razoavelmente consistente, embora diferentes situações e circunstâncias desencadeiem diferentes reações) , qual a sua reação ao ver uma mãe com estilo tão diferente do seu??? Gratidão, encorajamento, estímulo, humildade… ou mimimi, frustração, orgulho, arrogância, inveja, guerras maternas?

A mãe do pônei

Não há problema nenhum em ser a mãe do pônei. Nenhum mesmo! Não precisamos nos esgotar completamente com o que não é essencial. Uma vida corrida, atribulada, com crianças pequenas, pede que nós muitas vezes simplifiquemos ao máximo as coisas, e com frequência isso pode significar comida pronta, carro sujo de biscoito, bolsa materna inacreditavelmente bagunçada, DVD ligado mais do que os 20 minutos recomendados pela Sociedade Não Tenho Filhos de Pediatria e um pônei lançado às pressas dentro da mochila!!!!

O problema nós criamos quando a nossa postura nos faz pecar, mais ou menos assim:

  1. Preguiça – eu até teria tempo de fazer alguma outra coisa mas, ah… na boa, ele é muito novo, nem vai lembrar. Leva o pônei e boa, a conversa aqui no Whatsapp tá boa demais para eu parar e ir quebrar a cabeça pra pensar numa tarefinha de escola.
  2. Mimimi – Mas é claro que ela fez, aposto que o marido dela ajuda, ela deve ter empregada, também com babá até eu, ah mas o filho dela não é que nem o meu…
  3. Orgulho e frustração – sim, pois ao ver que alguém foi mais caprichoso ou aparentemente fez alguma coisa melhor do que EU… é pesado demais pra mim, e eu sofro, sofro de verdade, vou embora me achando a pior das mães, a mais largada, a mais terrível, porque EU, EU, EU não estou no topo. Caminha junto com a arrogância – eu não aceito que alguém faça algo melhor do que eu.
  4. Inveja – Affff que mãe aparecida essa da pizza, sem contar que pepperoni pra criança é super contra-indicado, muito sódio, e na boa, certeza que ela fez pra aparecer, o filho dela nem vai lembrar… na verdade mesmo, certeza que ela fez só pra tirar foto e postar no facebook e no instagram. E outra né gente, melhor levar um pônei pra escola mas estar de cabelo arrumadinho do que chegar com cara de acabada na escola segurando essa pizza aí que se bobear nem foi ela que fez.
  5. Maledicência – já exemplificada em todas as frases anteriores!

Muitas outras reações pecaminosas são possíveis, mas o termo PECAMINOSAS nos passa batido essas e muitas outras vezes. Sim, no centro das guerrinhas maternas existe o pecado, e existe um termo incrível que apareceu várias vezes nas descrições acima: EU. Quando entramos em discussões sobre quem está certo, quem está errado, quando olhamos para outras mães querendo comparar nosso desempenho, ou nossos filhos, seja para melhor ou para pior, precisamos reconhecer: ERRAMOS O ALVO!! E essa é a definição de pecado. Demos lugar ao nosso EU e estamos querendo alimentá-lo, adorá-lo a todo custo. Bem longe do que Deus quer de nós como mães, não é mesmo?

O desafio da mãe do pônei é tirar os olhos de si mesma, voltar os olhos para Deus, para o que é essencial, pedir que Ele recupere suas forças e seja a sua principal fonte de satisfação e energia no difícil e exaustivo exercício da maternidade, e equilibrar isso simplificando sem largar mão, e admirando genuinamente as mães que fazem diferente, sem invejá-las!

“Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:17)

“Tudo que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens” (Colossenses 3:23)

Esses dois versículos são excelentes para nos lembrar de alguns essenciais na maternidade: fazer tudo com gratidão (sem invejar), para Ele (e não para impressionar ninguém ao meu redor), e de todo o coração (isto é, diligentemente! Simplifique, mas não largue mão….).

Difícil? Talvez. Impossível? Jamais… não quando somos filhas do Deus do impossível. Que Ele nos ajude!

Mas, tem mais. Não é só a mãe do pônei que precisa refletir em suas ações e motivações. A mãe da pizza também pode ter lá a sua participação nessa guerra. Falaremos dela no próximo post!!!

Enquanto isso, ore! Peça a Deus que revele em seu coração áreas que precisam ser trabalhadas. Podemos eliminar as guerras maternas com a ajuda e orientação dEle!!!

Beijos e até o próximo post!

obs: esse post faz parte de uma série, se você perdeu o primeiro, clique aqui para acompanhar.

Beijos e até lá!

Por um fim às guerras maternas!

fevereiro 9, 2015

Eis um tema que há tempos venho querendo abordar por aqui, e que muitas mulheres já me pediram para abordar. Se você é mãe, já foi vítima delas – ou a vilã, mesmo sem a intenção. As guerras maternas, popularmente chamadas em inglês de “mommy wars”, não são tão recentes quanto costumamos pensar, mas com a facilidade de acesso à informação e graças também às mídias sociais, atualmente são muito, muito comuns.

Fazendo uma breve pesquisa, descobri que o termo “mommy wars” surgiu no final da década de 70, quando as “mulheres que não trabalham” (se é que existe alguma) começaram a criticar as “mulheres que trabalham” – e vice-versa. Cada uma com seus muitos argumentos e posições, começou-se a guerra, a princípio sutil, mas depois escancarada, sobre qual o jeito certo de ser mulher, de ser esposa, de ser mãe.

Esse assunto continua quente até hoje no campo de batalha, mas agora existem outros motivos para confusão, veja se reconhece algum:

– Parto: normal ou cesárea?

– Parto normal: com ou sem anestesia?

– Amamentação: essencial ou não?

– Mamadeiras e chupetas: sim ou não?

– Dorme comigo ou no berço?

– Doces: qual a idade certa?

– Papinha industrializada: sim ou não?

– Se a mãe não trabalha fora: colocar na escola com qual idade?

– Se trabalha: escola ou babá?

– Viajar/sair sem as crianças: necessário?

Enfim… a lista é longa, beeem longa. Em parquinhos, salas de espera, salas de amamentação, berçários ou pátios da igreja, em uma reunião entre amigas, e principalmente…. no facebook, um universo de mães parece querer defender sua posição com unhas e dentes. Não seria errado – se não fosse MUITO perigoso. Todas elas dão pano pra manga no universo materno, principalmente em terrenos como estes acima, em que não existe –E NÃO EXISTE, MÃES!! – uma resposta certa para todas e para todas as ocasiões, corremos um risco enorme de cair num “quê” de arrogância, de “minha opinião é a certa”, “eu sou a dona da razão”………. “eu sou mais mãe do que você”.

De alguma forma, somos ou já fomos todas influenciadas por isso. Infelizmente, ao invés de agirmos como encorajadoras umas das outras, ou recebermos encorajamento de pessoas à frente na jornada,  ou de aconselharmos/sermos aconselhadas com sabedoria e mansidão, com frequência somos “espancadas” com comentários arrogantes, cheios de orgulho, que mais colocam pra baixo e desanimam do que qualquer outra coisa.

Gostaria de investir alguns posts falando sobre isso, com base não só em algumas observações e lições que tenho tirado na minha vida de mãe, mas me amparando em boas leituras que fiz sobre o assunto, dentre elas alguns capítulos do livro Mom Enough, que já indiquei aqui, e de alguns ótimos blogs que acompanho.

Já adianto, não é minha intenção defender que não existem absolutos na maternidade, pois eles existem sim! Mas adianto que é possível ser uma péssima mãe tendo parido de parto natural, amamentado até os três anos, colocado na escola aos cinco, dado doce aos nove, e saído pra jantar com o marido sozinha pela primeira vez quando o filho foi para a faculdade…. do mesmo jeito que é possível ser uma ótima mãe tendo feito tudo isso.. ou nada disso! Ou seja: no fundo, no fundo… não são questões essenciais. À luz da Bíblia, não são.

O que Deus espera de nós como mães é muito simples – e por isso às vezes parece tão difícil. E é apenas o absoluto que Deus quer que eu devo tratar como regra geral. As variações são muitas, da mesma forma que as mães, pais, crianças, famílias e culturas também o são. Não vamos perder o foco daquilo que é essencial na nossa vida de mãe…. muito menos brigar, discutir ou fofocar sobre as diferentes formas e perspectivas que existem sobre isso.

Está comigo? Aguardem os próximos posts! Espero que seja uma conversa edificante aqui no blog, no facebook, e em outras formas de contato que tenho com vocês.

Até lá!